Prato feito: preço do arroz, feijão, ovo e carne disparam e consumidores reclamam

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Feijão e carne foram os que mais aumentaram, registrando crescimento de mais de 50%

Com a alta de preços acumulada nos últimos 12 meses, atrelado a uma inflação nacional que já chega a 3,27%, produtos de necessidades básica acabaram se tornando mais salgados para os itaunenses. Essa semana, a reportagem fez um levantamento de preços nos principais supermercados da cidade e descobriu que os produtos do conhecido “prato feito” foram os que mais sofreram reajustes.

Arroz, feijão, carne e ovo foram os alimentos que mais aumentaram de preço nos últimos meses. Para se ter uma ideia, no início do ano, o arroz branco era comercializado na média de R$8,98. Agora, o item passou a custar R$10,90, uma variação de mais de 21%. O feijão foi outro que não ficou para trás. O item saltou de R$3,49 para R$5,49, em média, o que representa inacreditáveis 57% de aumento.

Outro alimento que ficou 17,9% mais caro foi o ovo branco. No primeiro semestre, 30 unidades eram vendidas por R$9,90 e hoje, o consumidor precisa desembolsar cerca de R$11,68 para levar o item para casa.

Embora não seja a campeã dessa lista, o aumento na carne bovina parece ter sido o que mais incomodou os consumidores. Um quilo de contrafilé, antes encontrado a R$24,00, passou a custar R$34,90, ou seja, 45% mais caro.

Segundo o açougueiro, Gleisson Rogério Cordeiro, o acréscimo no valor tem espantado os clientes. “Todo mundo que vem aqui comprar carne hoje tem reclamado. Para você ter uma ideia, a carne de segunda está com preço de carne de primeira e, raramente estamos conseguindo vender uma carne mais nobre”, explicou.

Para tentar contornar a situação, a responsável pelo marketing de uma grande rede de supermercados da cidade, Vanessa Juliana da Rocha, conta que a solução tem sido alterar os produtos das gôndolas. “Está uma situação bem complicada, principalmente, em nossos açougues. Devido ao aumento da carne bovina, diminuímos o pedido junto aos fornecedores e estamos focando na carne de porco, uma vez que ela está mais barata e os clientes gostam muito”, afirmou.

Alguns consumidores ouvidos pelo Jornal S´Passo se disseram revoltados com os aumentos. “A gente é obrigado a aceitar isso, sem poder fazer nada. É o arroz que está caro, o feijão, a carne, a gasolina. Não estamos conseguindo sequer comer direito”, protestou o aposentado o aposentado João Custódio Moreira.

Já a conciliadora do Fórum, Artenis Dias Santos Mariana, afirma que os aumentos “são um absurdo e se o país teve o menor índice de inflação dos últimos anos, por que os produtos aumentaram tanto? O problema é que os consumidores não reclamam e não fazem nada”, afirmou.

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