Vereadores contestam concessões de terrenos a empresa

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2015

Os vereadores Joel Arruda e Márcio Gonçalves, teceram duras críticas aos projetos de concessões de terreno a empresas do munícipio. Em uma ação orquestrada, a maioria da oposição optou por se abster na votação. Em síntese, os parlamentares reclamaram da forma como os projetos são enviados ao Legislativo e a política de desenvolvimento do munícipio.

Márcio Gonçalves Pinto, o Hakuna, disse que não concorda com a política de concessão do munícipio e afirmou que irá se abster de todas as votações. “A Secretaria de Desenvolvimento poderia trabalhar em outra vertente. Buscando formas das empresas empreenderem mais, enxugarem, prestarem uma consultoria para essas empresas. A prefeitura poderia fazer essa abordagem”.

Para Joel Arruda é preciso analisar os dados antes das doações. Exemplificando, Joel citou o caso em que um terreno teria valor nominal de mais de R$ 1 milhão e teria como valor de acréscimo no Imposto Sobre Serviços de R$ 115 mil para R$ 140 mil e 12 empregos gerados. “Esse tipo de concessão necessita de uma licitação de concorrência. Ou seja, que várias empresas possam disputar este terreno. É igual a um concurso público, não é certo indicar alguém, mas abrir para todos. Votei contra, não porque sou contra os empresários, mas para que haja um crescimento igualitário, mais justo. Avalio friamente os números”.

Já a base governista criticou a posição dos vereadores. Silvano Gomes afirmou que é preciso confiar nos empresários e que as empresas é que são responsáveis pela geração de renda.

Lucimar Nunes afirmou que vota em prol do crescimento da cidade. “Temos que dar esse voto de confiança ao empresário. E fiscalizar”.

Para Antônio José de Faria Júnior, Da Lua, o microempresário tem o direito de crescer também. “A concessão de terreno não é dar o terreno. Durante dez anos, a empresa terá que comprovar que faz jus a doação. Tanto a empresa menor quanto a maior precisam de incentivos. Concordo com a licitação, mas não tem política essa política. Quem sabe daqui a dois, três, quatro anos, a empresa não cresceu”.

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