Novas formas de praticar a fé: igrejas e templos se adaptam ao período de isolamento social

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A pandemia da Covid-19 transformou a rotina de todo o mundo. Mudanças na forma de consumir, de circular pelas cidades, de se relacionar com o próximo e também nas maneiras de praticar a fé. Independente da religião, as igrejas e demais templos sempre foram pontos de encontro, que trazem alívio e promovem a comunhão entre os fiéis, mas diante dos decretos que proíbem aglomerações, foi necessário se adaptar. O certo é que, seja qual for a crença, a saúde e a esperança estão sempre em primeiro lugar. Nesta semana, o Jornal S’Passo conversou com líderes de diferentes religiões para entender como cada um tem desenvolvido o trabalho.

Igreja do Evangelho Quadrangular Rev. Gilberto Máximo

O reverendo Gil Máximo é superintendente da Quadrangular, que engloba 13 igrejas em Itaúna e Itatiaiuçu. Foram realizadas reuniões entre os pastores responsáveis por cada unidade para definir a melhor forma de orientar os membros da igreja e como enfrentar esse momento, sem deixar de lado a missão mais importante, de levar a palavra de Deus. “A minha experiência é que esse momento está sendo um divisor de águas e as igrejas estão tendo uma experiência diferente. Naturalmente, todos os membros querem os cultos presenciais, mas não é uma ação só dos pastores. Então, essa semana mesmo enviei comunicado para aqueles que tenho contato, explicando que vamos seguir sem deixar nunca de dar assistência e propagar a palavra de Deus”, explicou pastor Gil.

Desde março as igrejas estão fechadas e os cultos são transmitidos pela página da Quadrangular nas redes sociais. Nesse período, a liderança da igreja tem mantido contato com a administração municipal e chegou a receber fiscais durante uma das lives, que comprovaram que estava tudo de acordo com o decreto.

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Facebook: facebook.com/quadrangularlourdesitauna (Quadrangular Lourdes Itaúna)

Grupo Espírita Eurípedes Barsanulfo – Presidente Cláudia Antunes

As Casas Espíritas de Itaúna também foram fechadas e os responsáveis têm acolhido as pessoas através dos cultos e estudos bíblicos virtuais. Claúdia Antunes, presidente do Grupo Espírita Eurípedes Barsanulfo (GEEB) explica que o objetivo tem sido manter os trabalhos da forma mais viável.

Segundo ela, nem todos os frequentadores da casa têm participado, muitas vezes pela dificuldade gerada com a própria tecnologia do encontro online. Porém, ela destaca que novas alternativas têm sido pensadas para levar a mensagem de fé e esperança. “Disponibilizamos um telefone para aqueles que queiram conversar, que precisam desabafar e temos uma pessoa disponível para ouvir. Estamos criando um canal no Youtube e temos também nosso Instagram. Estamos usando as ferramentas que temos para continuar o trabalho e trazer mais calma e tranquilidade para as pessoas nesse momento”, acrescentou a presidente do GEEB. Cláudia também é responsável pelo Lar Fraterno, que acolhe crianças em situação de vulnerabilidade social e salienta que o trabalho na instituição não parou. Todos têm seguido as recomendações de higiene e tentado manter a rotina. Atividades têm sido desenvolvidas para entreter as crianças e contribuir para que não sintam tanto o afastamento da escola e dos amigos.

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Instagram: @geeb.2017

Matriz do Sagrado Coração de Jesus – Padre Antônio Carlos (Toninho)

Desde o início do decreto estadual de fechamento do comércio e proibição de aglomerações, a Diocese de Divinópolis, da qual fazem parte as paróquias itaunenses, determinou que interromperia os trabalhos presenciais nas igrejas. O momento foi delicado para os fiéis católicos, visto que tudo ocorreu às vésperas da Semana Santa. Mas, assim como outras congregações, as igrejas católicas têm adotado as transmissões ao vivo como forma de estar mais perto das pessoas.

O Padre Antônio Carlos Pousa, pároco responsável pela Paróquia Coração de Jesus, de Santanense, conta que não tem sido fácil ver a igreja vazia, mas que todos entendem que isso é necessário para segurança e saúde de cada membro da comunidade. “A verdade é que nós sentimos muito a falta das pessoas durante a missa e estar na igreja e ver que os bancos estão vazios é algo que não nos agrada. Mas nós tentamos, dentro daquilo que foi possível, nos últimos dias, fazer com que as pessoas tivessem a pregação da missa em seus lares”, explicou. Durante a Semana Santa, além das transmissões das celebrações, as paróquias fizeram também a exposição do Santíssimo em carron aberto pelas ruas de cada região, aproximando-se das famílias e levando alento àqueles que sentiam falta de compartilhar sua fé. “Não houve a possibilidade da comunhão eucarística, foi uma comunhão espiritual, e isso é algo que deixa muitas pessoas tristes, no caso, nós católicos. Mas as missas estão acontecendo, os fiéis estão recebendo a palavra de Deus e dessa forma também aconteceu a Semana Santa, com muito carinho e da melhor forma possível”, destacou Padre Toninho.

Sobre o retorno das atividades, o padre acredita que não é viável realizar as missas com público reduzido. “Eu penso que não tem como fazermos uma missa para poucas pessoas, porque todos vão querer participar da celebração. Se você permitir, por exemplo, que entrem 30 pessoas na igreja, como você fala com os outros que não podem entrar? Diante disso, nós vamos continuar nosso trabalho da maneira que vem sendo feito, seguindo o decreto e preservando nossos fiéis”, acrescentou.

Acompanhe as celebrações

Instagram: @ paroquiacdj / @antoniocarlosPB (Paróquia Coração de Jesus) Facebook: facebook.com/paroquiasantanaitaunamg (Paróquia de Sant’Ana) Youtube: Forania Sant’Ana Itaúna MG

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