“Até para encher pneu dos carros, os postos estão cobrando”, reclama consumidor

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Se a moda pegar, alguns consumidores que quiserem calibrar os pneus de seus carros em postos de combustíveis de Itaúna podem ter uma surpresa. Isso porque um posto localizado no bairro Morada Nova começou a cobrar pelo serviço, que antes era oferecido gratuitamente. O cliente tem que desembolsar R$ 1 e o equipamento precisa ser autorizado por um funcionário do posto. O usuário tem quatro minutos para calibrar os pneus e, em alguns estabelecimentos, o serviço é feito por um funcionário. A cobrança, tem dividido opiniões e gerou diversos comentários nas redes sociais esta semana.

Para alguns clientes, é um absurdo ter que pagar por um serviço que era oferecido gratuitamente. A maioria acredita que os altos preços dos combustíveis já são suficientes para usar o serviço sem desembolsar qualquer quantia. “A crise está tão feia que até para encher pneu, os postos estão cobrando agora”, reclama um internauta. A opção que muitos consumidores têm é abastecer em outro posto ao descobrir que o estabelecimento de que ele era cliente passou a cobrar o serviço. “Não concordo com a cobrança. Abastecemos no local e ainda temos que pagar pelo ar do pneu. Quando notei a cobrança, passei a abastecer em outro posto”, afirma outro internauta.

Outro Lado

O Jornal S’PASSO entrou em contato com o posto, e de acordo com um dos frentistas a cobrança é realizada desde o ano passado a cobrança foi instituída pela necessidade de organizar o serviço e sempre oferecer equipamentos em boas condições de uso. “Quando o serviço não era cobrado, o equipamento dava muitos defeitos, tínhamos bicos quebrados e mangueiras arrebentadas. Muitos jovens vinham calibrar os pneus das bicicletas e estragavam o equipamento. Hoje, está sempre com a manutenção garantida, aferido e não há quebradeira ou roubos. É um prejuízo a menos”, explica o frentista.

De acordo com o diretor do Procon de Itaúna, Érik Machado, não há nenhuma irregularidade na cobrança, já que se trata de uma prestação de serviço. No entanto, o consumidor deve ser informado de forma clara sobre a cobrança e as condições de uso. “Nenhum serviço é obrigado a ser gratuito e muitos postos oferecem o uso do equipamento como cortesia e para ter a preferência do consumidor. Apesar de não haver nada de irregular na cobrança, a informação deve ser exposta de forma clara para que o consumidor entenda se o serviço é gratuito ou não”, afirma. Ainda de acordo com Érik, se a informação não estiver clara, o cliente pode registrar uma reclamação no órgão de defesa do consumidor.

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