Universidade de Itaúna é a primeira da região a conceder desconto na mensalidade dos alunos

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Na pandemia do novo coronavírus, a relação dos alunos com as instituições de ensino mudou. Sem poder ter aulas presencialmente, muitos passaram a estudar de forma remota. Sai a sala de aula, entra a sala de casa. Sai a interação com o colega, fica a companhia do computador.

É assim que muitos estudantes de estabelecimentos particulares de ensino estão cumprindo a carga horária e o cronograma do curso. Desde que a quarentena foi decretada pelos governos estadual e municipal para conter a disseminação do novo coronavírus, a vida de milhares de estudantes mudou e novos hábitos foram incorporados para o aprendizado. Com a crise econômica instalada, pagar as mensalidades ficou ainda mais difícil para milhares de estudantes, particularmente para os universitários que, na maioria das vezes têm que bancar os estudos com o trabalho.

E mesmo sem aulas presenciais, o preço das mensalidades permanece o mesmo praticamente em todas as faculdades e universidades do centro-oeste. Uma pesquisa realizada pelo Jornal S’PASSO comprova que a maioria das instituições que implantaram o ensino a distância, continua cobrando o mesmo valor de antes.

A reportagem entrou em contato com seis instituições particulares da região, dentre elas, algumas instaladas em Divinópolis, Pará de Minas, Betim e Belo Horizonte. Todas, com exceção da Universidade de Itaúna, apontaram que estão apenas negociando com cada aluno em particular, meios de pagamento no cartão ou cheque, mas que não estão dando descontos na mensalidade e que não há previsão para que isso aconteça.

A Universidade de Itaúna foi uma das pioneiras a conceder um desconto na mensalidade de abril e todos os estudantes pagaram apenas a metade do valor da mensalidade. De acordo com o Reitor, Faiçal David Freire Chequer, a instituição não poderia ficar alheia aos reflexos que a pandemia está gerando na vida das pessoas e está fornecendo toda a assistência aos seus alunos. “Embora não tenha havido redução de custos para a Instituição, eis que os salários dos professores e do pessoal administrativo permanecem os mesmos, a direção da Universidade de Itaúna, sensibilizada com a situação vivenciada neste momento pelos seus alunos, pais e familiares, decidiu conceder um desconto de 50% na mensalidade do mês de abril e 20% na mensalidade de maio de 2020”, afirma.

Além do desconto, o reitor garantiu que a Universidade está preparada e equipada para continuar ofertando ensino de qualidade aos alunos, através de uma parceria firmada com a D2L, que garante o direito de uso do Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) BRIGTHSPACE, uma das mais conceituadas plataformas educacionais do mundo, com mais de quinze milhões de usuários.

A nova plataforma é o canal de comunicação de toda comunidade acadêmica e será disponibiliza de forma gradual as ferramentas de textos em qualquer formato, figuras, fotos, vídeos, planilhas, slides, AutoCAD, aulas gravadas, aulas online em tempo real, dentre outros recursos. “Temos certeza que nossos alunos, mesmo nesse conturbado momento de calamidade pública, não terão qualquer perda no ensino e na aprendizagem, pois poderão contar com a competência, dedicação e solidariedade de todo o corpo docente da Universidade de Itaúna. O AVA BRIGHTSPACE é simples e intuitivo. Estamos aprendendo juntos. Pesquise, navegue, teste e experimente”, explica o reitor.

Ainda segundo Faiçal, independente da pandemia, a instituição sempre esteve aberta para apoiar os alunos e as negociações de praxe, continuarão a ser realizadas. Questionado pela reportagem sobre antecipação das férias de julho, o reitor afirmou que “até o presente momento as férias dos alunos não serão antecipadas, mas esta possibilidade não está descartada. Estamos avaliando a avanço da pandemia, temos um comitê que está atento às determinações das autoridades da Saúde e, caso seja necessário haverá reformulação no calendário”, disse.

Desconto não é lei

O Jornal S’PASSO questionou o chefe do Procon de Itaúna sobre a obrigatoriedade ou não de as instituições de ensino particular concederem desconto nas mensalidades, uma vez que o contrato com a instituição estaria vinculada à prestação de serviços de aulas presenciais. Érik Machado foi categórico ao afirmar que não há uma legislação Estadual ou Federal que obrigue as instituições a conceder descontos. “Essa situação que estamos vivendo é extraordinária e não existem leis específicas para essa questão. Não existe obrigação de dar desconto e o que o consumidor tem direito é a reposição das aulas”, relata.

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