Motoristas de vans escolares estão sem trabalhar e sem como sobreviver

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Para mostrar as dificuldades que estão vivendo, os motoristas de vans escolares estão organizando uma nova carreata e, segundo os organizadores, assim como a primeira manifestação que contou com a adesão de cerca de 90 vans, a carreata deve sair do Boulevard Lago Sul, com uma viatura da PM à frente, fazendo buzinaço pela Avenida Jove Soares, rua Pereira Lima, Agripino Lima, Dr. José Gonçalves , Antônio de Matos, Silva Jardim, Jove Soares, terminando novamente no Boulevard Sul.

De acordo com Mauro Guimarães, vice-presidente da Cooperativa dos Transportadores de Escolares de Itaúna-Coopernossa, a primeira carreata pedia o apoio do prefeito e vereadores à classe que está enfrentando dificuldades com a suspensão das aulas presenciais devido à pandemia do Coronavírus. Sem alunos para transportar, os profissionais não têm como sobreviver.

“Pedimos ajuda em todas as esferas; a prefeitura isentou os proprietários da fiscalização dos veículos, que é realizada de seis em seis meses. Em nível estadual, o governador liberou o auxílio para a classe, mas na prática ainda não recebemos. Quanto ao auxílio emergencial do governo, quase nenhum motorista conseguiu, devido a declaração do Imposto de Renda ser acima do permitido para ter o benefício”, explica.

Ainda de acordo com Guimarães, a categoria tem mais de 80 trabalhadores regularizados na prefeitura e todos estão parados. Ele salienta que muitos alegam que está faltando alimentos em casa, além de não terem mais condições de pagar as prestações do financiamento dos veículos e as despesas de regulamentação. “Tenho muitos amigos que neste momento tiveram que vender as vans, porque elas eram financiadas. Muitos não vão voltar para o transporte escolar em decorrência das dívidas e despesas com a manutenção dos veículos. O transporte escolar foi esquecido por todos, ninguém conseguiu nos dar apoio”, enfatiza.

Segundo o organizador da primeira carreata, Cleimar Rodrigues Morais, que trabalha com transporte escolar há 10 anos, o momento é um dos mais difíceis vividos pelos transportadores escolares. Ele relata que a possibilidade de trabalhar com outras alternativas de transporte é a única esperança de sobrevivência nesse momento. “Eu tive que partir para o segmento de telemoto, para poder cobrir as despesas mensais. Mas têm muitos transportadores que estão desesperados, pois não têm outro meio de trabalho”, revela.

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