Otacília Barbosa é alvo de ação de cassação de mandato por quebra de decoro parlamentar

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Como advogada e procuradora ela devia ter denunciado na justiça e não supostamente ter repassado para terceiros e divulgado. A pergunta que fica é: como o companheiro dela tem acesso a informações e documentos de gabinete, sendo que ele não compõe o quadro de servidores da Câmara”, questiona Beghini.

Conforme noticiado na última edição do Jornal S’Passo, na coluna ‘Tá na Rede”, os ânimos estão à flor da pele na política itaunense. E o maior imbróglio continua sendo a divulgação do contracheque e pedidos de informações sobre licença médica da servidora da câmara Ana Maria Beghini Pércope, que circularam pelas redes sociais, com alegações de que ela seria “funcionária fantasma”. A divulgação feita pelo companheiro da vereadora Otacília Barbosa, Thiago Aníbal, deflagou uma guerra e o ex-vereador José Medeiros Júnior, o Medeirinho, casado com Ana Beghini, foi para as redes sociais expor fatos que podem fazer tremer as bases da política local.

Além de uma chuva de denúncias que o ex-vereador afirma que fará, os advogados de Ana Beghini entraram com pedido de cassação da vereadora Otacília, por quebra de decoro parlamentar. No documento, eles alegam que além da “quebra de decoro, há indícios de possíveis atos de corrupção ou improbidade administrativa” por parte de Otacília. O pedido, destaca ainda que Thiago Aníbal afirmou em um grupo de WhatsApp, que as denúncias haviam chegado ao gabinete da vereadora Otacília. Se chegaram no gabinete, saíram de lá para as redes sociais é o que os advogados da servidora sustentam.

O documento fala ainda que a divulgação do contracheque seria uma “retaliação” da vereadora a Medeirinho, ferrenho opositor de Otacília e que Thiago Aníbal teria encaminhado o contracheque dela, acompanhado da afirmação:“tem gente dentro da prefeitura, mandando um monte de denúncias contra a esposa do Medeirinho para Otacília” (SIC), para o motorista da Câmara, Emerson Antônio Hortênciano, conhecido como ‘Toninho Salomé’, além de outros grupos de WhatsApp.

Ana Beghini afirmou à reportagem que está sendo alvo de perseguição, pelo simples fato de seu marido estar vinculado ao meio político. Ela afirma que registrou boletim de ocorrência na Polícia Civil, pediu procedimento de investigação administrativa na Prefeitura, encaminhou o pedido de CPI à Câmara e ao Ministério Público. “Eu nunca entrei em brigas políticas e sempre fui perseguida em outros governos; primeiro pelo fato de minha irmã estar na política e em seguida por eu estar casada com o Medeiros. Fiquei muito chateada, com essas divulgações, afinal essa é minha vida pessoal. Foi a partir daí, que resolvi entrar com um pedido de cassação contra a vereadora Otacília, por quebra de decoro parlamentar, porque a divulgação é criminosa e o companheiro dela afirmou que partiu do gabinete dela. Como o companheiro dela tem acesso a informações e documentos de gabinete, sendo que ele não compõe o quadro de servidores da Câmara”, questiona.

Estão arrolados como testemunhas do processo o Procurador Geral do Município, Helimar Parreiras e o Chefe da Procuradoria Administrativa, Alexandre Falcão por estarem no processo de investigação na prefeitura. Serão chamados como testemunhas também: o motorista do legislativo, Toninho Salomé e o Jornalista Mateus Reis, que receberam mensagens sobre o ocorrido.

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