Queimadas aumentam mais de 50% em toda cidade

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Fogo, calor e devastação estão resumindo o cotidiano dos itaunenses esta semana. O clima seco e o longo período de estiagem, são as principais causas das queimadas que causam o agravamento de doenças respiratórias, ardência nos olhos, dificuldades para respirar e muita sujeira de fuligem nas casas.

Um levantamento realizado pela reportagem, aponta que no primeiro semestre de 2019 foram registradas 55 ocorrências de incêndio no município, porém, somente no primeiro semestre de 2020, foram 70 ocorrências, um aumento de quase 15%. Neste início de setembro já são 30 ocorrências, número quase 50% maior que o registrado no mesmo período do ano anterior, que anotou 17 incêndios.

Em agosto foram registrados focos de incêndios florestais nos bairros Veredas, Morro do Sol, Nogueirinha, Santanense, João Paulo II, Várzea da Olaria, Morada Nova, Santa Edwiges, Murilo Gonçalves e no Morro do Bonfim. Segundo o tenente Thiago Antônio de Figueiredo Boaventura, responsável pelo 4º Pelotão de Bombeiros Militar de Itaúna, o alto índice de queimadas é devido ao período de estiagem, quando a umidade relativa do ar fica muito baixa e há ocorrência de pouca chuva. “A vegetação está mais seca e o clima fica propício a queimadas. Atendemos também muitas ocorrências resultantes da ação do homem, seja para limpeza de pastos ou lotes. Muitas vezes, esses incêndios saem de controle”.

O tenente lembra que a Lei 9.605 /98, tipifica como crime contra a flora, a conduta de provocar incêndio em mata ou floresta e que a pena, se for comprovada a autoria do crime, é de reclusão de dois a quatro anos, além de multa. “Se o crime é culposo, a pena é de detenção de seis meses a um ano, mais a multa”, alerta o militar.

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