Emanuel Ribeiro e Carlos da Semelc – candidatos à Prefeitura de Itaúna

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O Jornal S’Passo continua nessa edição a publicação de entrevistas com os candidatos e as candidatas à prefeitura de Itaúna (e os seus (suas) respectivos (as) vices). Como informamos na edição anterior, a sequência de publicação das entrevistas foi definida por ordem alfabética do nome do (a) candidato (a) majoritário (a), previamente comunicado a todos. São as mesmas questões para os (as) seis, e em espaço igual.

Os entrevistados da semana são Emanuel Ribeiro e Carlos da Semelc, do partido Republicanos.

Emanuel Ribeiro tem 41 anos, cursou três graduações sendo Administração na UFMG, Ciências Econômicas na UIT e é bacharel em Ciência da Computação pela UIT. Cursou pós-graduação e mestrado na UFMG na área de Engenharia. Emanuel é micro- empresário e empreendedor e tem uma forte ligação com o agronegócio, onde também é conhecido como “Manel Cowboy”. É a primeira vez que concorre ao cargo público de prefeito, mas já foi candidato a vereador, 20 anos atrás.

Qual é a maior motivação para a sua candidatura a prefeito de Itaúna? Quais são os principais desafios que o próximo prefeito precisa assumir? E de que forma isso será viável?

A maior motivação é Deus e minha família: tenho um filho de quatro anos e quero uma cidade melhor para ele. Os principais desafios da próxima gestão serão pagar os empréstimos milionários da atual administração. Isso só será possível com gestão muito eficiente e plena austeridade, através de um choque de gestão, “enxugando” a máquina pública e assim promovendo economia. “Mais Itaúna, menos prefeitura”.

Eleito prefeito, você irá assumir o mandato no ano em que o município comemora 120 anos de emancipação político-administrativa. O que isso representa para você? Qual é a alavanca do seu governo para a Itaúna do futuro?

Sou nascido e criado em Itaúna. Quando penso em seus 120 anos, lembro da minha infância. A rua onde cresci só tinha três casas; depois foram construindo mais. A “prainha” era um córrego até bem limpo. Começo a pensar em tudo o que Itaúna já foi e hoje poderia ser, devido a sua grande riqueza de recursos e de pessoas; mas não é por falta de administração pública bem feita. Temos tudo e infelizmente somos pouco, menos que antes. Vejo a oportunidade de resgatar Itaúna como polo, com melhor qualidade de vida para a população mais carente e como “cidade educativa do mundo”, através de gestão eficiente, muita tecnologia e serviço público prestado com excelência.

Em tempos de pandemia da covid-19 a cidade de Itaúna vive, como outras cidades brasileiras, momentos difíceis em todos os níveis. Qual seria a reinvenção política do chefe do executivo para devolver à população a confiança, a esperança e a motivação para as questões socioeconômicas e sociais da cidade?

“Enxugar” a máquina pública aplicando uma administração eficiente. Não precisa reinventar a roda, mas fazê-la girar. Nota-se claramente a insatisfação nas ruas com tantos cargos loteados, os entraves e o péssimo acesso ao serviço público que, muitas vezes, passam por indicações de pessoas com influência. Cremos ser fundamental encerrar essa “política de coalizão”, do “toma lá, dá cá”, de cargos políticos e favorecimentos em Itaúna. No nosso governo, o cidadão será a prioridade: daremos transparência, um sistema onde o próprio cidadão saberá como, quando e onde o serviço público poderá lhe auxiliar através da aplicação massiva de tecnologia, modernização e digitalização dos serviços públicos. Forneceremos agilidade nos processos, buscaremos parcerias e assim recolocaremos Itaúna em lugar de destaque na economia, educação, gestão, infraestrutura e saúde. Isso fará com que o itaunense volte a ter confiança, esperança e motivação para um futuro próspero que o meu governo proporcionará.

Um dos grandes problemas do município são as políticas públicas voltadas para a cultura, o lazer e o entretenimento direcionadas, sobretudo, à juventude. Como o senhor pretende viabilizar a execução de projetos que atendam a essas demandas?

Entendemos que o jovem ocioso pode ter seu caminho mais facilmente desvirtuado. Tanto o jovem, o idoso, a mulher e qualquer outro cidadão itaunense, são as nossas prioridades. Itaúna sempre teve destaque nos esportes, na cultura e nos eventos festivos, mas isso se perdeu por interesses políticos. No nosso governo, buscaremos parcerias com os setores privados para desenvolver projetos nesse sentido. Reforçaremos as praças de esportes, revitalizaremos as pracinhas nos bairros, ampliaremos as ações do Centro da Juventude com cursos profissionalizantes, traremos a experiência dos idosos para a condução dos mais jovens. No meu governo, faremos a inclusão de todos sem exceção, nenhum itaunense ficará para trás.

É possível que haja no município uma verdadeira participação popular na elaboração de políticas públicas para atender a um maior número de pessoas. O senhor concorda com isso? De que forma isso pode ser executado?

Sim, é claro que concordo. Tanto que no nosso plano de governo estamos propondo a volta do orçamento participativo. O governo é de pessoas para pessoas. Nosso lema representa exatamente isso: “mais Itaúna e menos prefeitura”. Vamos “arrancar” todas as portas da prefeitura e o cidadão terá acesso direto ao prefeito e vice e não a um secretário. O povo me verá nas ruas entendendo e solucionando problemas, pois eu gosto de estar em campo. Também estarei presente na casa legislativa – “a casa do povo”. Eu, junto com meus secretários, estaremos constantemente apresentando dados e argumentos para aprovação de projetos na câmara, coisa que até hoje nenhum prefeito fez. Nós somos a verdadeira democracia popular. Feita do povo para o povo e sem dinheiro público, nem conchavos.

O que representará verdadeiramente a figura do vice-prefeito no seu mandato?

Apoio e equilíbrio. Carlos é muito mais tranquilo que eu, muito mais agradável e vejo nele uma figura de contraponto para com minha personalidade forte. E ele concorda comigo até na redução dos nossos próprios salários. Ele será o meu braço direito, aquele que me auxiliará em todos os momentos. Nossa parceria é genuína e não uma coalizão eleitoreira ou formação de grupismo político como foram feitas nos últimos anos. Nas candidaturas dos meus concorrentes o vice soma votos. Na nossa, o vice soma trabalho.

“É melhor ter companhia do que estar sozinho, porque maior é a recompensa do trabalho de duas pessoas. Se um cair, o amigo pode ajudá-lo a levantar-se. Mas pobre do homem que cai e não tem quem o ajude a levantar-se!” (Eclesiastes 4:9-10)”. Vale pra quem cair por uma rasteira também (rsrs).

O candidato a Vice

Carlos da Semelc, é Carlos Aarão Souto. Tem 32 anos é formado no SENAI em técnico em eletrônica. Carlos trabalha na CentralSeg Semelc e com gestão técnica de segurança patrimonial. Nunca ocupou e é a primeira vez que concorre a um cargo público.

O que dizer de sua candidatura a vice-prefeito? O que levou a essa escolha e como o seu nome foi colocado junto da coligação?

Somos uma candidatura independente. Entendemos que no momento atual isso é uma grande motivação. Estamos alinhados com o anseio da população que está cansada da velha política, onde a troca de favores sempre prevaleceu. Vamos honrar o nome de Itaúna, com muito trabalho. Nossa parceria vai além da política: somos parceiros nos mesmos ideais. Amamos Itaúna e daremos nosso suor, sangue e lágrimas para ver a cidade grande novamente. Meu nome veio por meu perfil, ter as semelhanças e os requisitos que Emanuel Ribeiro procurava: patriotismo, fé e alinhamento de ideais.

Eleita sua chapa, como você pretende atuar junto ao prefeito? O que você tem como propostas para a administração municipal na condição de parceiro do chefe do Executivo?

Desenvolvemos a campanha juntos. As ideias são uma via de mão dupla, sempre correspondendo aos anseios de cada itaunense. Nosso objetivo será cumprido, pois aqui não fugimos do trabalho. Focaremos nos problemas do povo e resolveremos com nossas próprias mãos, se necessário, sem politicagem. Neste governo não existe a proposta do Emanuel ou do Carlos: existem propostas executáveis que desenvolvemos juntos e que estão no nosso plano de governo.

Na sua visão, quais os principais desafios que a administração municipal irá enfrentar nos próximos quatro anos?

Precisamos colocar Itaúna nos trilhos do desenvolvimento, iremos agir com responsabilidade para o pagamento da dívida atual, modernização e eficiência dos serviços públicos. Iremos gerar uma economia dos gastos públicos como Itaúna jamais viu. Nossa prioridade é a retomada dos empregos pelo setor privado, e garantir o aumento da renda do cidadão itaunense. Lhe dando dignidade para criar e desenvolver sua família e comunidade. Mas dado que o sistema só pode ser modificado de dentro para fora.

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