Projeto “Quero um Natal Diferente” está arrecadando doações para famílias carentes

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O “Quero um Natal Diferente” é uma ação anual realizada por moradores de Itaúna que arrecadam doações para comunidades carentes do norte de Minas. Desde 2015, voluntários se organizam para tornar o fim de ano de muitas famílias melhor, as presenteando com alimentos, roupas e brinquedos. Para o Natal deste ano, as doações estarão abertas até o dia 08 de dezembro e podem ser realizadas pelo site queroumnataldiferente.com.br ou em contato no número (31) 9 9331-7031 e no Instagram @queroumnataldiferente. Organizadores do projeto afirmam que todos os voluntários que irão à Varzelândia serão testados para a COVID-19 previamente.

O projeto surgiu a partir de uma promessa pessoal de seu idealizador, um belo-horizontino morador de Itaúna que, com risco de não poder ter mais filhos, prometeu a Deus realizar uma ação de filantropia caso a situação se revertesse. Quando ele foi agraciado com o filho, não teve dúvidas em cumprir o compromisso. A primeira campanha, em 2015, foi feita em Montes Claros, com apenas cinco voluntários. Nos quatro anos seguintes, o destino foi Varzelândia. Em 2019, 39 pessoas se voluntariaram e foram até a cidade em dois caminhões e duas caminhonetes. Os organizadores limitaram o número de voluntários para 35 pessoas neste ano.

Apesar da pandemia, o Natal de 2020 não será diferente. As doações angariadas serão entregues no dia 12 de dezembro para famílias de Varzelândia. A cidade, que é o destino da campanha pelo quarto ano seguido, possui cerca de 20 mil habitantes e está entre os quatrocentos municípios mais pobres do Brasil, segundo o IBGE.No ano passado, foram arrecadadas 350 cestas básicas prontas e, com os alimentos doados, os voluntários conseguiram montar outras 350. O grupo também arrecadou cerca de cinco mil brinquedos novos e usados e roupas suficientes para encher uma van.

A pandemia não mudou apenas a data, mas também a logística. Os voluntários resolveram antecipar a ida para que pudessem ficar isolados e passar o Natal com suas famílias. Além disso, as entregas serão feitas em três localidades diferentes dentro da cidade para que não haja aglomerações. Henrique Magalhães, um dos organizadores do projeto, afirma que a expectativa quanto às arrecadações está dividida. “Tem quem ache que as pessoas estão mais generosas neste momento, assim como há quem pense que o aumento dos valores vai inviabilizar as doações. Ano passado tivemos uma pessoa que doou cem cestas básicas”, conta Henrique.

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