Caso Mariana Ferrer e a tese de ‘estupro culposo’ causam indignação

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Em Itaúna o silêncio é quase unânime entre políticos e candidatos às eleições, somente o PSOL se manifesta

Causou revolta, espanto e incredulidade a divulgação nas redes social através do “The Intercept” do julgamento do empresário André de Camargo Aranha. Em setembro passado, ele foi inocentado da acusação de estupro feita pela jovem influenciadora digital catarinense, Mariana Ferrer, 23. Nesta terça-feira (3), as hashtags #estuproculposo e #justicapormariferrer dominaram as redes sociais, e ficaram entre os assuntos mais comentados do Twitter por horas. As reações são de pessoas anônimas e de famosos diante do julgamento de Mariana, especialmente a tese inusitada de estupro culposo, crime praticado sem intenção, defendida pelo promotor Thiago Carriço de Oliveira e sustentada pelo juiz Rudson Marcos. Sem contar o teatro de horrores levado ao julgamento, com humilhações e agressividade do advogado do réu, Cláudio Gastão, à vítima.

Se pessoas do Brasil inteiro se mostraram consternadas com a situação e revoltadas com o desfecho, em Itaúna não foi diferente. As redes sociais durante toda a semana têm se dedicado ao tema com inúmeras postagens contrárias ao julgamento. Entretanto, na Câmara Municipal não houve um pio por parte de nenhum dos 17 vereadores. Dos candidatos – e da candidata – à prefeitura o silêncio também só não é completo (e mais estarrecedor) pela divulgação de nota do postulante ao executivo Jerry Adriane (PSOL). Ele publicou um conteúdo na sua página de campanha. “A decisão jurídica proferida no caso Mariana Ferrer é o sintoma grave de um tempo doente, de um sistema falido, que atribui à vítima a responsabilidade que é de seus agressores. Vence-los não é apenas necessário, é urgente!”, diz o conteúdo.

No fechamento dessa matéria, na tarde de ontem (6), recebemos a notícia de que o grupo “Itaúna, povo sem medo”, também ligado ao PSOL, estava convocando uma manifestação de repúdio à violência contra as mulheres, tendo como motivação o caso Mariana Ferrer. O ato será na manhã deste sábado (7), 10h, na praça Dr. Augusto Gonçalves.

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