Eleição da Mesa Diretora movimenta os vereadores eleitos antes da diplomação

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Está aberta a temporada de caça aos votos, das composições e articulações envolvendo a eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Itaúna. Estão ainda muito frescas na memória das pessoas as denúncias que envolveram as eleições do legislativo em 2018. Aquele caso do vereador Alex Artur (PV), que foi acusado de oferecer dinheiro (R$ 20 mil) para que o colega Iago Santos (Avante) não comparecesse à votação e inviabilizasse a eleição do candidato da situação, favorecendo assim o seu grupo.

A tentativa de vantagem no negócio da disputa na Câmara foi frustrada porque o cliente gravou a proposta e contou para os demais, inclusive envolvendo outros vereadores ligados a Alex Artur. Foi um deus-nos-acuda, com acusações e o episódio ainda não teve desfecho. Já vai longe a época em que a eleição da Mesa Diretoria da Câmara era decidida com muita antecedência na casa dos chefes políticos, entre comes-e-bebes (canapés e rapapés) e acordos de compadres. Nessa hora, valiam a esperteza e o poder de articulação dos personagens; e as vantagens que se poderiam auferir desses acordos. As raposas políticas davam as cartas e nadavam de braçada nas águas turbulentas da política local. Eram os tempos da UDN e do PSD, da Arena e do MDB, do PDS e do PFL. As rasteiras eram tão comuns quanto os tapinhas nas costas. Estamos agora, novamente, em tempos de eleições para a Mesa Diretora do Legislativo. Os dezessete vereadores irão eleger o presidente, o vice-presidente e o secretário, para um mandato de dois anos. Os 17 eleitos em 15 de novembro estão por aí, num corre-corre inusitado, entre conversas e ouvidos. Talvez todos eles – novatos e veteranos – desejem ser o presidente do legislativo, mas nem todos assumem, por uma série de fatores.

O atual presidente do legislativo, Alexandre Campos (DEM), beneficiado pela malsucedida articulação da oposição em 2018, colocou novamente seu nome para mais um mandato. E já está, assumidamente, conversando com seus pares. Contou até que está formando uma chapa, em que o nome do vice-presidente está sendo avaliado, mas que “provavelmente o PDT indicará o secretário”. Admitiu estar confiante. Campos é da base do prefeito Neider Moreira (PSD). Outro vereador da situação, Silvano Gomes (PDT), que hoje ocupa a secretaria na Mesa, disse à reportagem do Jornal S’Passo que está sondando os colegas e se eles “entenderem e concordarem”, será candidato a presidente. Nessa mesma linha, o ex-secretário Lacimar Cezário (PSD) revelou que “estamos conversando”. Perguntamos com quem e se ele seria o cabeça de uma chapa. Respondeu que “estamos analisando juntamente com o prefeito a presidência” (sic).

Se for de consenso…

Da oposição, um veterano, ex- -presidente da Casa, Antônio de Miranda (PSC) pontuou que postulantes ao cargo estão se insinuando, alguns mais diretamente, como o Silvano, o Alexandre e o novato Gustavo Dornas Barbosa (Patriota). Perguntamos se ele não pretende colocar seu nome, Miranda respondeu que aceitaria se fosse uma candidatura de consenso, da maioria. “Se não for aquela disputa, aquele jogo baixo e sem a interferência do executivo, eu posso até pensar”, ressaltou. Também no grupo da oposição, o vereador Antônio José de Faria Júnior (PL) disse que fala com a experiência de participação em quatro eleições. Contou que foi procurado por colegas interessados na disputa, mas que respondeu que irá decidir somente a partir do dia 10. “Mas eu tô com vontade de colocar meu nome na disputa”, avaliou.

A novata Edênia na Secretaria da Mesa

Os vereadores novatos são os mais assediados pelos que querem disputar a presidência da Câmara. A vereadora Edênia Alcântara (PDT), a mais votada entre as mulheres, já nos contou que tem interesse em fazer parte da Mesa. Agora, assume que vai mesmo colocar seu nome na disputa e, mais que isso, que irá compor uma chapa como candidata a secretária. “As conversas e articulações de bastidores estão acontecendo. Sempre manifestei meu interesse porque acho que a participação da mulher é muito mais que um nome no partido, na disputa a um cargo. Temos que ser ativas, por isso estou colocando meu nome e tudo indica que farei parte da chapa como secretária”, contou. Outra mulher novata, Carol Faria (Avante) também relatou ao Jornal S’Passo que recebeu solicitações, por telefone, de Antônio de Miranda e de Silvano Gomes. Entretanto, afirmou que somente irá tratar disso mais próximo da eleição. Dos novatos, um nome sempre lembrado para concorrer a um dos cargos da Mesa é Gustavo Dornas Barbosa, filho do ex-vereador Delmo Gonçalves Barbosa. Ele afirmou que já foi procurado pelos vereadores Silvano Gomes, Alexandre Campos e Antônio de Miranda. E que para todos colocou seu ponto de vista, de renovação e união. “Deveríamos montar uma chapa única, em que todos os vereadores se sentissem representados e dar um exemplo de maturidade política para a sociedade”, observou.

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