Comitê de enfrentamento ao coronavírus descarta flexibilização do setor de eventos

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Produtores de eventos e entretenimento, técnicos, artistas, cerimonialistas, donos de buffets e de espaços para festas, empresas de sonorização e outros representantes da indústria de eventos, protestaram na tarde da última quarta-feira (9) para pedir a flexibilização do setor em Itaúna.

O grupo se reuniu em frente à Prefeitura e, vestido de preto em sinal de luto da economia, os manifestantes pediram “socorro”. Cartazes lembrando os prejuízos do segmento foram mostradas pelos manifestantes que fazem parte da recém-criada Associação dos Profissionais de Eventos de Itaúna (APEI).

De acordo com Matheus Corradi, a Prefeitura ainda não recebeu os empresários. “Fizemos essa manifestação porque são oito meses parados, sem trabalhar e realmente chegamos a um ponto crítico e não podemos esperar mais. Acreditamos que não há risco se o retorno dos eventos for feito de forma controlada, respeitando todos os protocolos de segurança”, destacou.

A solicitação aconteceu quando o número de casos da Covid-19 voltou crescer e os leitos do CTI do hospital estão com 100% de ocupação. Em nota, a prefeitura informou que os empresários já haviam realizado uma reunião com o Comitê de Enfrentamento ao coronavirus e a Gerência de Cultura. “A manifestação é válida e é uma forma plena de democracia. O Comitê de enfrentamento ao coronavirus já abriu diálogo com os representantes da Associação dos Profissionais de Eventos de Itaúna e, qualquer profissional do setor que queira se manifestar sobre o momento, será recebido”, afirmou a nota. À reportagem, o presidente do Comitê de Enfrentamento a doença e também secretário de saúde, Fernando Meira, afirmou que não há possibilidade de retorno do setor, “tendo em vista o aumento exponencial dos casos na cidade. Apresentamos as métricas do número crescente de casos aos profissionais do setor e afirmamos que, no momento, não é possível o retorno dos eventos de grande porte. Decidimos que vamos esperar o momento oportuno, para retornarmos a discussão”, disse Meira.

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