Tapete de Corpus Christi reúne dezenas de voluntários no entorno da Praça da Matriz

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A procissão de Corpus Christi, uma celebração aguardada pela comunidade católica, novamente movimentou o entorno da Praça da Matriz. E o resgate da fé, através da beleza de tapetes feitos com matéria reciclável, foi a atração desde o início da manhã desta quinta-feira.

Jovens, adultos e crianças se transformaram em artistas de uma grande arte coletiva, utilizando diversos tipos de materiais como serragem colorida, borra de café, raspa de couro, sal e pequenos acessórios como tampinhas de garrafas e pedras coloridas.

O resultado foi um extenso tapete com imagens e símbolos litúrgicos, enaltecendo Jesus Sacramentado. São cálices, figuras bíblicas, flores, animais e mensagens reproduzidas no asfalto depois de serem cuidadosamente feitas em papel.

Patrimônio Imaterial

Na Paróquia de Sant’Ana, a tradição dos tapetes do Corpus Christi foi estimulada pelo vigário José Ferreira Neto, há várias décadas, quando os moradores da praça, no entorno da Matriz, enfeitavam as portas e janelas de suas casas, assim como a via pública para a passagem da procissão.

Antes da confecção do tapete uma equipe da paróquia risca os espaços, delimita e divide os quadros, cada um com sete metros de comprimento por quatro metros de largura, para que recebam os materiais que vão se transformar em obras de arte. Ao todo são 90 quadros, onde cerca de mil pessoas trabalham.

Hoje a produção da arte reúne comunidades paroquiais, participantes de movimentos e pastorais, além de artistas plásticos e centenas de pessoas. O modo de fazer do tapete de Corpus Christi da Paróquia de Sant’Ana foi registrado como Patrimônio Imaterial de Itaúna em 2020.