Vereador Lacimar é desmentido por colegas após leitura de denúncia anônima

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Uma denúncia anônima lida pelo vereador Lacimar “O Três” durante a reunião desta semana da Câmara gerou polêmica e foi prontamente desmentida pelo presidente da Casa, Antônio de Miranda, e pelo novo líder do Governo, vereador Léo Alves. 

Segundo Lacimar, o Ministério Público teria recebido uma denúncia sobre o suposto sumiço de um drone avaliado em cerca de R$ 8 mil, equipamento que estaria sob responsabilidade da Gerência de Comunicação da Prefeitura de Itaúna. Na denúncia, pedia-se a investigação do caso e eventual responsabilização dos envolvidos. 

No entanto, logo após a leitura, o vereador Léo Alves apresentou uma nota oficial do setor de comunicação da Prefeitura esclarecendo os fatos. Conforme o documento, o drone sofreu um acidente no início deste ano, durante um voo na estrada do Bonfim. Devido a uma falha no sistema de apontamento, o equipamento perdeu a direção e caiu em uma área de mata. Ainda no local, o servidor responsável comunicou imediatamente o gerente superior de comunicação, que acionou o setor de patrimônio. 

Foram realizadas diversas buscas com o apoio de servidores e, posteriormente, do Corpo de Bombeiros, que utilizou técnicas especializadas para tentar localizar o drone. Apesar dos esforços, o equipamento não foi encontrado. Em seguida, foi registrado um boletim de ocorrência e instaurada uma sindicância pela Secretaria de Administração para apuração detalhada dos fatos, com oitiva de testemunhas e envolvidos. 

A Prefeitura também esclareceu que o servidor responsável pelo voo possuía todos os conhecimentos técnicos necessários para a operação do drone e que as providências adotadas seguiram rigorosamente os trâmites legais, respeitando princípios de ética e moralidade. 

O caso ganhou contornos ainda mais sensíveis ao ser revelado que o servidor em questão perdeu recentemente a esposa, o que agravou seu estado emocional. Pessoas próximas afirmaram que o funcionário ficou profundamente abalado ao ver o assunto ser exposto em plenário sem a devida checagem. 

Para Toinzinho, a leitura da denúncia anônima foi precipitada e desnecessária. “É preciso ter responsabilidade e buscar informações oficiais antes de trazer qualquer denúncia para o plenário. Isso só gera constrangimento e sofrimento”, afirmou o presidente da Câmara.