Fórum integra iniciativa de inclusão profissional para pessoas com Síndrome de Down 

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A Comarca de Itaúna passou a integrar o programa “Amigo Down”, iniciativa voltada à inclusão de pessoas com Síndrome de Down e outras deficiências intelectuais no mercado de trabalho. Desde novembro, a assistente administrativa Ana Júlia de Andrade Carvalho atua na recepção do Fórum Desembargador Mário Matos, colaborando em atividades administrativas e no atendimento ao público. 

No dia a dia, Ana Júlia auxilia na entrega de correspondências, participa da produção de materiais informativos e orienta cidadãos que buscam os diversos setores do prédio, distribuídos em três andares. Em pouco tempo, a atuação dela passou a ser reconhecida pela equipe do fórum, tanto pela dedicação, quanto pela qualidade do serviço prestado. 

O programa é desenvolvido em parceria com o Instituto Mano Down e ganhou destaque nacional ao vencer a categoria “Tribunal” da 21ª edição do Prêmio Innovare. Atualmente, 13 colaboradores vinculados ao “Amigo Down” atuam em seis unidades de Belo Horizonte. Com a ampliação do contrato, a proposta prevê novas contratações para atender 23 comarcas do interior do Estado, incluindo Itaúna. 

Para o juiz diretor do Foro e titular da 1ª Vara Criminal, do Júri e de Execuções Penais da Comarca de Itaúna, Adelmo Bragança de Queiroz, a iniciativa representa mais do que o cumprimento de uma política institucional.  

“O trabalho da Ana Júlia é muito relevante, contribuindo com a entrega de correspondências e a recepção das pessoas, garantindo que elas encontrem os setores onde precisam de atendimento nos três andares do fórum. Para a comunidade, demonstra que a inclusão não é apenas formal, mas contributiva para a evolução da pessoa. Além disso, a Ana Júlia, ao receber seu próprio salário, pode se desenvolver no aspecto financeiro, tornando-se menos vulnerável e contribuindo com as despesas da família”, afirma. 

A administradora do fórum e responsável pelo acompanhamento local do programa, Luciene Fernandes, também ressalta o impacto social da iniciativa. “A pessoa excluída não tem sua dignidade plenamente respeitada. A inclusão social é a materialização do princípio da igualdade expresso na Constituição Federal”, destaca. 

As atividades desenvolvidas no fórum são acompanhadas pela representante do Instituto Santa Mônica — Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Itaúna —, Jaqueline Leão, que supervisiona e orienta o trabalho realizado no âmbito do programa, assegurando o suporte necessário à plena integração da colaboradora ao ambiente profissional.