Autoridades europeias visitam APAC e estudam implementar método na Espanha

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A experiência da Associação de Proteção e Assistência aos Condenados de Itaúna voltou a colocar o município no centro das atenções internacionais. Na última terça-feira (19), a unidade masculina da APAC recebeu representantes da administração penitenciária da Espanha e integrantes de organizações europeias em uma visita técnica voltada ao estudo do método desenvolvido em Minas Gerais.
A comitiva veio a Itaúna com a missão de conhecer de perto o funcionamento do sistema, considerado referência por unir recuperação humana, disciplina e redução da reincidência criminal. O objetivo dos visitantes é avaliar a possibilidade de implantar uma unidade inspirada no modelo APAC em território espanhol.
Participaram da missão Florencia Pozuelo Rubio, integrante do Corpo Superior Técnico de Instituições Penitenciárias de Madri e chefe da área de Programas Específicos da Secretaria-Geral de Instituições Penitenciárias da Espanha, além de Lourdes Gil Paisán, coordenadora de Tratamento e Gestão Penitenciária da mesma secretaria. Também estiveram presentes Guimar Moro e Eduardo Cozar, representantes da CONCAES — Confraternidad Carcelaria de España.
Durante a passagem pela unidade itaunense, os visitantes conheceram alojamentos, oficinas de trabalho, salas de estudo e demais espaços utilizados na rotina dos recuperandos. A direção local apresentou detalhes sobre a metodologia aplicada no dia a dia, baseada na corresponsabilidade, valorização humana e disciplina sem utilização de agentes armados dentro da estrutura.
A recepção da delegação foi conduzida pelo diretor da APAC masculina de Itaúna, Peter Gabriel Gonçalves de Andrade, acompanhado da vice-presidente Patrícia. Ao longo da visita, os representantes estrangeiros buscaram entender como o modelo consegue manter organização interna, atividades produtivas e índices positivos de recuperação social.
A agenda também incluiu encontro na sede da Fraternidade Brasileira de Assistência aos Condenados (FBAC), onde foram discutidos aspectos jurídicos, operacionais e administrativos necessários para uma possível expansão internacional do método.