Uma Ação Civil Pública por improbidade administrativa que tramita na Justiça desde 2019 apura o pagamento, pela Prefeitura de Itaúna, de energia elétrica para a Cooperativa Regional de Carnes e Derivados Ltda. O caso envolve agentes públicos que integravam a administração municipal em diferentes períodos desde que o Município começou a custear as despesas. Foram mais de 20 anos de contas pagas para a organização, com prejuízos que podem passar de R$ 1,2 milhão.
O processo, que permaneceu sob sigilo durante parte de sua tramitação, tem entre os requeridos o ex-prefeito Osmando Pereira da Silva, que atualmente ocupa o cargo de assessor de gabinete no governo de Gustavo Mitre, o secretário de Administração, Renato Corradi Bechelaine, e o chefe de gabinete, Leonardo Tavares de Oliveira. Também foram envolvidos na origem da ação o atual diretor-geral do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae), Nilzon Borges, e a subprocuradora da Prefeitura, Otacília de Cássia Barbosa, além da Coopercarne.
A acusação é de que o Município teria assumido despesas que não deveriam ser custeadas pelos cofres públicos, dando origem à apuração sobre eventuais danos ao erário e à responsabilização dos agentes envolvidos. O processo foi ajuizado em 2019, dois anos depois de identificados os pagamentos indevidos. A última movimentação foi no fim de maio.







