O presidente da Associação de Proteção e Assistência aos Condenados de Itaúna, Peter Gabriel, confirmou ao Jornal S’Passo que esteve nesta semana na Câmara para apresentar aos vereadores a ideia de uma parceria entre a entidade e o poder público.
Segundo ele, a proposta ainda está em fase inicial de organização e, assim que for finalizada, será encaminhada à prefeitura para avaliação. “O objetivo é utilizar a mão de obra dos recuperandos e a produção das oficinas profissionalizantes em ações que possam atender demandas do município, como serviços de capina, limpeza urbana, pequenos reparos em prédios públicos e fornecimento de produtos confeccionados na própria APAC”, declara.
A iniciativa, conforme explicou Peter, pretende unir dois benefícios: gerar economia aos cofres públicos e oferecer aos apenados a oportunidade de exercer um trabalho digno, contribuindo de forma concreta para a comunidade. “Assim que o projeto estiver pronto, farei questão de compartilhá-lo com todos”, destacou o presidente da entidade.
Exemplos que deram certo
Em Minas Gerais, já existem experiências exitosas que aproximam o trabalho dos recuperandos à atuação junto ao poder público. Um exemplo é o da APAC de Januária, que implementou uma fábrica de bloquetes dentro do próprio Centro de Reintegração Social. Essa iniciativa permitiu a capacitação profissional dos recuperandos e contribuiu para a economia da comunidade, em parceria estabelecida com o Tribunal de Justiça de Minas Gerais.
Outro caso é o de Santa Luzia, onde a prefeitura retomou um acordo que permite a atuação dos recuperandos em uma fábrica de blocos e em serviços de manutenção municipal. A parceria gerou benefícios tanto para a cidade — em termos de redução de custos e prestação de serviços — quanto para os próprios recuperandos, que podem trabalhar e ter a pena diminuída.







