A APAE de Itaúna realizou esta semana, a assembleia geral que marcou o encerramento da gestão 2023-2025 e a eleição da nova diretoria para o triênio 2026-2028. A reunião apresentou o relatório de atividades da atual administração e confirmou os novos representantes da entidade, composta exclusivamente por pais ou responsáveis de assistidos, todos atuando de forma voluntária.
A nova presidente será Marli Antunes de Lima, que assume ao lado de Eduardo da Silva Mendonça na vice-presidência. Também integram a diretoria Arísio Silva Carneiro e Eli Cezar (Diretoria Financeira), Vagna Aparecida Silva Rodrigues e Raul Antônio da Costa Simões (Secretaria), Alex Júnio da Silva (Patrimônio) e Fernanda de Sousa Freitas (Diretoria Social). A composição ainda conta com os conselhos de Administração e Fiscal, formados por membros da comunidade apaeana.
Ao comentar o início da nova gestão, a recém-eleita presidente destacou que o compromisso central será garantir continuidade e aprimoramento dos serviços oferecidos. “A nova diretoria dará continuidade ao trabalho que já vem sendo desenvolvido ao longo dos últimos anos, com foco em sustentabilidade financeira, expansão dos atendimentos e qualificação da estrutura física e profissional da APAE”, afirmou.
Segundo ela, as prioridades iniciais envolvem a manutenção dos serviços essenciais de saúde, educação e assistência social, a conclusão da obra de ampliação do espaço da saúde, a implantação da nova Casa de Apoio à Família e a organização do projeto PRONAS/PCD, que ampliará a frente de reabilitação física e multiprofissional. “Nosso compromisso é fortalecer a qualidade dos atendimentos e a proteção social às pessoas com deficiência, garantindo continuidade e evolução”, destacou.
Entre os projetos previstos, a presidente explicou que o PRONAS/PCD é o principal programa a ser executado nos próximos meses. “Com ele, a APAE ampliará a reabilitação física e a equipe multiprofissional. Serão contratados médicos, fisioterapeutas, profissionais da saúde mental e terapeutas de diversas áreas”, explica, ressaltando que a instituição já possui captação realizada para sua implantação. Ela acrescentou que a ampliação dos projetos existentes depende diretamente de novos financiamentos públicos, sobretudo nas áreas de saúde e assistência social.
“Hoje atuamos muito acima da capacidade instalada, com grande fila de espera, especialmente em fonoaudiologia, terapia ocupacional, psicologia e avaliações neuropsicológicas. Para ampliar, precisamos de mais profissionais, mais horas assistenciais e reforço dos serviços, e isso exige recursos adicionais que já estão sendo negociados com o Município”, disse.
Na área da educação, a nova diretoria espera fortalecer a escola especializada a partir do novo convênio firmado recentemente, destinado exclusivamente à sustentabilidade da unidade. Marli destacou, porém, que os recursos ainda não foram repassados.
“É importante esclarecer: a instituição ainda não recebeu nenhum valor desse convênio. Os recursos começarão a ser recebidos somente no ano que vem. Portanto, não houve ainda aplicação desse recurso”, explicou. Ela reforçou que o convênio permitirá contratar monitores e ampliar a equipe escolar, acompanhando a complexidade das demandas dos alunos.
Investimento em Infraestrutura
Sobre os investimentos estruturais, a presidente detalhou que a entidade está finalizando a obra do novo espaço da saúde, implantando a Casa de Apoio à Família e adquirindo equipamentos para a sala multissensorial. “Os investimentos atuais estão direcionados para qualificar a capacidade de atendimento e melhorar as condições de acolhimento e cuidado”, afirmou. Ela mencionou ainda que etapas da ampliação física e capacitações internas já foram realizadas recentemente.
Outro ponto enfatizado pela nova gestão é a busca ativa por novos recursos. Segundo Marli, há diálogo avançado com as Secretarias de Saúde e Assistência Social para novas formas de financiamento e compra de serviços. “Isso permitirá ampliar a capacidade instalada e reduzir as filas”, afirmou.
Além do poder público, a instituição seguirá investindo em projetos via Fundo da Infância, Fundo do Idoso e leis de incentivo fiscal, além de fortalecer a articulação com parlamentares para captação de emendas. Ela destacou ainda a necessidade de um debate nacional sobre financiamento para a pessoa com deficiência. “O país não possui um orçamento próprio para essa pauta, o que deixa instituições como as APAEs em permanente déficit. Nossa gestão também está atuando politicamente nesse sentido”, completou.
Mais diálogo com as famílias
A relação com famílias, voluntários e comunidade também será um eixo central da nova gestão. Marli lembrou que o trabalho com as famílias é transversal e se manifesta em ações contínuas de orientação, convivência e apoio. “Temos projetos importantes, como o Amparar e Orientar, a Escola de Autodefensores, a Escola de Famílias e iniciativas de fortalecimento de vínculos. Com a ampliação do espaço da saúde, será inaugurada a Casa de Apoio à Família, um espaço dedicado à escuta, convivência e acolhimento”, detalhou. Para voluntários e parceiros, ela afirmou que haverá reforço na comunicação institucional e abertura de novas áreas de participação comunitária.
Por fim, a presidente garantiu que a transparência continuará sendo marca registrada da APAE. “A instituição já tem tradição de rigor e excelência. Mantemos prestação de contas anual, assembleias públicas, controle documental auditável, sistemas modernos de gestão e, desde este ano, auditoria externa independente, cujo relatório foi emitido com parecer favorável e sem ressalvas”, afirmou.
Segundo ela, a nova diretoria dará continuidade integral a esse modelo, fortalecendo a segurança jurídica e a confiança da comunidade.







