Asfalto cede na Silva Jardim e buracos se multiplicam nacidade após obras da Gasmig  

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Moradores de diversos bairros de Itaúna têm relatado transtornos causados por intervenções realizadas para a instalação da rede de gás natural na cidade. Embora a expansão da canalização seja vista como avanço na infraestrutura urbana, a execução do serviço — feita por empresa terceirizada da Companhia de Gás de Minas Gerais — tem sido alvo de críticas pela má qualidade do acabamento e pela recomposição precária do asfalto. 

A denúncia mais recente envolve um grande abatimento registrado na Rua Silva Jardim, na altura da Praça Luiz Ribeiro, nas proximidades do Supermercados ABC. No local, a via havia sido aberta para passagem da tubulação e, dias após o recapeamento, o asfalto cedeu, formando uma depressão considerável na pista. Motoristas relatam risco de danos aos veículos e perigo de acidentes, principalmente durante a noite ou em períodos de chuva. 

Ainda de acordo com moradores, o problema estaria relacionado à falta de compactação adequada do solo antes da recomposição do pavimento. Além disso, há questionamentos quanto à realização das obras em pleno período chuvoso, o que compromete ainda mais a estabilidade do serviço executado. 

Após as críticas nas redes sociais, a empresa esteve no local e começou a realizar intervenções, no entanto, apenas na faixa recortada e, segundo moradores, “quando ocorre tal fenômeno a empresa deveria analisar o solo e realizar a compactação e recapeamento de uma parte maior do asfalto”. 

As reclamações não se limitam à Silva Jardim. Nos últimos dias, a empresa já vinha sendo criticada por intervenções mal concluídas em importantes corredores da cidade, como a Avenida Jove Soares e a Avenida Doutor Miguel Augusto Gonçalves, conhecida como Reta de Santanense. Em vários pontos, o asfalto apresenta ondulações, remendos irregulares e pequenos afundamentos que, com o tráfego intenso, tendem a se agravar. 

Comerciantes e moradores cobram fiscalização mais rigorosa por parte do poder público e maior responsabilidade da concessionária na recomposição das vias. “Não somos contra a chegada do gás, mas o serviço precisa ser bem feito. Do jeito que está, está trazendo prejuízo e insegurança”, relatou um comerciante da região central. 

Até o momento, a Gasmig não se pronunciou oficialmente sobre o novo caso de abatimento do solo na Silva Jardim.