AUSÊNCIAS INJUSTIFICADAS

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Mais de 5 mil pessoas faltaram a consultas e exames no CEMO Dr. Ovídio este ano

Entre janeiro e agosto deste ano, o Centro de Especialidades Médicas Dr. Ovídio Nogueira Machado registrou 5.211 ausências de pacientes em exames e consultas previamente agendados. O número equivale a uma média de 21 faltas por dia. O assunto foi pauta na reunião da Câmara, quando os vereadores chamaram atenção para o problema e apontaram diferentes fatores para o índice elevado de faltas. 

A vereadora Márcia Cristina reforçou o impacto das ausências injustificadas. “Quando você não vai, tira o lugar de outras pessoas. A prefeitura pode fazer o que for, mas se as pessoas continuarem dessa forma, a fila nunca vai acabar.” 

Já o vereador Lacimar, o “Três”, destacou que parte das queixas recebidas em seu gabinete se refere às dificuldades de contato telefônico com as unidades de saúde, especialmente o CEMO Dr. Ovídio. “Diversos pacientes nos procuraram dizendo que o telefone não funciona ou não atende. Isso pode estar dificultando as confirmações de presença”, afirmou. 

A interpretação foi contestada pelo vereador Gustavo Barbosa, que disse não acreditar que esse seja o principal motivo. “Todas as vezes que as consultas são agendadas, os agentes de saúde ligam para confirmar. As pessoas confirmam, mas depois simplesmente não aparecem.” 

Especialidades mais afetadas 

Levantamento da Secretaria Municipal de Saúde aponta que os maiores índices de faltas ocorreram em procedimentos como raio-X (1.062), ultrassonografia (481), pediatria (401), ortopedia (355) e psiquiatria (307). Outras áreas, como endocrinologia, otorrino, dermatologia e ginecologia, também registraram números expressivos. 

Custos e prejuízos 

O secretário municipal de Saúde, Alan Rodrigo, ressaltou que as faltas geram desperdício de recursos públicos e prejudicam a população que aguarda atendimento. 

“Essas ausências impactam diretamente o sistema. São consultas e exames pagos pelo cidadão, que deixam de ser aproveitados por quem realmente precisa. Pedimos apenas que, caso não seja possível comparecer, o paciente avise com antecedência mínima para que outro possa ser chamado”, orientou.