A crise em torno da chamada CPI da Comunicação, na Câmara Municipal, ganhou um novo capítulo: o corte de publicidade institucional para jornais e veículos de comunicação que vêm publicando matérias sobre a investigação. A medida partiu do presidente da Casa, Antônio de Miranda, o Toinzinho, e atinge diretamente empresas jornalísticas que têm noticiado documentos, cronologias e questionamentos relacionados à comissão que apura possíveis repasses e eventual favorecimento à página de fofocas “O Itaunense”.
O gesto foi interpretado por profissionais da imprensa e por vereadores como uma tentativa de cercear a divulgação dos fatos e silenciar questionamentos. Enquanto jornais e portais que divulgaram informações sobre a CPI ficaram sem publicidade institucional, dois veículos mantiveram os contratos: a Rádio Sol Itaúna, comandada por Hamilton Pereira, e a página Viu Itaúna, do jornalista Bruno Freitas. Ambos vêm adotando linha editorial favorável à atual presidência e não publicaram conteúdos detalhando os fatos e documentos relacionados à CPI.
A seletividade reacendeu o debate sobre uso político da verba pública de comunicação — recurso que, em tese, deveria seguir critérios técnicos e impessoais, não afinidades editoriais.







