Deputada Lohanna pede CPI para investigar esquema de corrupção da mineração no governo de Minas

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A deputada Lohanna França (PV) solicitou a abertura de Comissão Parlamentar de Inquérito na Assembleia Legislativa para investigar as denúncias de fraudes em processos de licenciamento ambiental para mineração, reveladas pela Operação Rejeito da Polícia Federal. 

A operação prendeu um ex-deputado e empresários ligados a um conglomerado de mais de 40 empresas suspeitas de corrupção, tráfico de influência, fraude documental e lavagem de dinheiro. Segundo as investigações, o grupo teria movimentado R$ 1,5 bilhão ilegalmente, explorando minério de ferro em áreas protegidas e pagando propina a servidores públicos de órgãos ambientais. 
Para a deputada, a gravidade do caso exige transparência e atuação firme do Legislativo mineiro. “Aquilo que a gente falou lá na Reforma administrativa em 2023 estava correto. Nós falamos sobre como as mudanças subordinam o poder de fiscalização do Estado ao poder político. E hoje de manhã o que vimos, uma operação da Polícia Federal, atuando nessa organização que estava entranhada dentro do Estado”. 

A parlamentar apontou que na operação “o juiz deixou claro que a Secretaria de Estado de Meio Ambiente estava funcionando como uma operadora do interesse econômico para destruir o meio ambiente, fraudando e vendendo licenças ambientais”. 

O pedido de CPI busca aprofundar as investigações no âmbito estadual, identificar falhas no sistema de licenciamento e propor medidas que impeçam a repetição de práticas criminosas semelhantes.  

“Estamos diante de um escândalo que envolve destruição ambiental, corrupção e o uso da máquina pública para enriquecer poucos às custas do povo mineiro. O Parlamento não pode se omitir. Precisamos de uma CPI para dar respostas à sociedade, garantir a responsabilização dos culpados e fortalecer os órgãos de fiscalização ambiental”, afirmou a parlamentar. 

Lohanna também destacou que, justamente em meio a esse escândalo, os servidores da área ambiental estão em greve em Minas Gerais. Segundo a parlamentar, a paralisação é resultado da falta de diálogo do governo estadual, que enfraquece os órgãos de fiscalização e abre espaço para irregularidades ainda mais graves. 

Retranca

Parlamentar denuncia Marco Feliciano por intolerância religiosa 

A deputada estadual Lohanna (PV) protocolou nesta terça-feira (16/9) uma denúncia no Ministério Público de Minas Gerais e também apresentou manifestação de repúdio na Comissão de Cultura da Assembleia Legislativa contra o deputado federal Marco Feliciano (PL). 

A iniciativa ocorre após declarações feitas pelo parlamentar, que também é pastor, durante o evento “Celebrai”, em Conselheiro Lafaiete, realizado no último sábado (13/9) com recursos públicos. No discurso, Feliciano citou entidades de religiões de matriz africana de forma pejorativa e afirmou que nenhuma obra de feitiçaria governaria mais a cidade.  

“Não sobrará em Conselheiro Lafaiete Zé Pelintra, Zé Pilantra, Exu Caveira, Tranca Rua e Preto Velho. Nenhuma obra de feitiçaria vai governar mais essa terra, porque a presença do Deus eterno pode modificar os nossos corações”, disse o deputado. 

Segundo Lohanna, as falas reforçam preconceitos históricos e configuram intolerância religiosa. Para ela, o espaço da fé deveria ser de acolhimento, mas acabou sendo transformado em palco de ataques a tradições que fazem parte da cultura brasileira.