Itaúna apresentou avanço significativo no ranking de competitividade de cidades com mais de 80 mil habitantes, segundo levantamento divulgado pelo Centro de Liderança Pública (CLP), nesta quarta-feira, 27. No estado, a cidade subiu seis posições em relação a 2024, ocupando agora o 18º lugar, consolidando-se como um dos municípios mais destacados de Minas Gerais.
No cenário nacional, Itaúna aparece na 167ª posição, registrando queda de 12 posições em relação ao ano anterior. Na região imediata de Divinópolis, a cidade ficou em 107º lugar, recuando sete posições, ainda que mantendo indicadores consistentes em serviços públicos e gestão municipal.
O ranking do CLP avalia 65 indicadores distribuídos em 13 pilares, que vão desde sustentabilidade fiscal, funcionamento da administração pública e qualidade da educação, até segurança, inovação econômica e infraestrutura de telecomunicações.

Destaques deste ano
Entre os principais destaques de Itaúna no Ranking de Competitividade 2025, Itaúna se sobressai especialmente na área da educação, onde alcançou a 1ª posição em Minas Gerais e o 18º lugar no Brasil no pilar de Qualidade da Educação, com nota 61,65. Outro ponto positivo é a Inserção Econômica, em que o município ocupa o 3º lugar estadual e o 53º nacional, evidenciando a força da indústria local e sua capacidade de atrair investimentos.
No quesito Funcionamento da Máquina Pública, Itaúna aparece na 9ª posição em Minas e na 123ª do país, com nota 77,37, demonstrando eficiência administrativa e gestão organizada. O município também apresenta bom desempenho em Saneamento, figurando na 12ª colocação estadual e na 112ª nacional, com nota 82,43, resultado superior à média nacional. Já no campo das Telecomunicações, está em 18º lugar em Minas e em 105º no Brasil, consolidando uma infraestrutura digital sólida.
Por outro lado, o levantamento também aponta desafios a serem enfrentados, sobretudo em áreas sociais. Na Qualidade da Saúde, Itaúna ocupa apenas a 48ª posição estadual e o distante 384º lugar nacional. O pilar de Capital Humano também revela fragilidades, com o município na 37ª colocação em Minas e na 321ª no país. Além disso, o Acesso à Educação aparece como um ponto crítico, colocando a cidade em 34º lugar no estado e apenas em 250º no cenário nacional, o que reforça a necessidade de ampliar a cobertura escolar.
Contexto estadual e nacional
Entre as cidades mineiras, apenas três figuram entre as 50 mais competitivas do país: Belo Horizonte (33º), Itabira (35º) e Itajubá (46º). Apesar de não integrar esse topo nacional, Itaúna se destaca pelo desempenho estadual, superando diversas cidades mais populosas e reforçando a capacidade de planejamento e de atração de investimentos locais.
Na análise de Tadeu Barros, diretor-presidente do CLP, a análise geral de Minas Gerais mostra uma queda significativa entre as cidades com mais de 80 mil habitantes no estado. A avaliação da distribuição geográfica dos municípios melhor e pior colocados também condiz com a disponibilidade de recursos financeiros.
“Dos 853 municípios de Minas, estamos olhando para 48, que são os que têm mais de 80 mil habitantes. Em linhas gerais, dos 48 municípios, 31 perderam posições em relação ao ranking do ano passado. Fica um destaque importante para Itabira, que sobe para 35ª posição e aparece como o segundo município mais competitivo dentro de Minas Gerais, o que muito se deve à questão econômica e à exploração do minério. O que a gente está acostumada a ver é o Sul de Minas bem desenvolvido, então Pouso Alegre e Itajubá aparecem ali dentro do top cinco entre as cidades mineiras. E fechamos com Juiz Fora mostrando também uma subida e uma pungência econômica sobre o ponto de vista de serviços e de atração de investimentos”, disse Barros.
As piores cidades para se viver no Brasil
A partir destes critérios, as cinco cidades mineiras menos competitivas entre as que têm mais de 80 mil moradores são: Sabará, em 309º lugar; Alfenas, em 317º; Manhuaçu, em 326º; Esmeraldas, em 328º; e Ribeirão das Neves, em 339º, última posição entre as mineiras que está também em sua pior posição no ranking desde a criação da lista, em 2020.
Nos critérios estabelecidos pelo CLP, a competitividade está atrelada ao uso racional de recursos e à elaboração de políticas públicas baseadas em dados. Segundo Tadeu Barros, presidente do grupo, o ranking tem ganhado adesão entre prefeitos e governadores, que procuram a organização para entender as métricas utilizadas e atacar as principais mazelas dos locais que governam.







