Aconteceu em Itaúna esta semana a 1ª edição de um torneio de E-Sports Escolar, realizado na Escola Losango, em parceria com a Secretaria Municipal de Esportes e Lazer. A competição, que reúne dez trios de estudantes, será disputada em três etapas, ao longo de três sextas-feiras.
A iniciativa, idealizada pelo psicólogo e educador Jonas Vieira, marca a estreia oficial dos jogos eletrônicos como modalidade esportiva dentro do ambiente escolar na cidade. “A ideia é transformar essa experiência piloto em um projeto que alcance todas as escolas municipais, já que a maioria dos alunos está bastante habituada com jogos mobile”, explica.
Na competição, os estudantes duelam em partidas de Brawl Stars e Clash Royale, dois jogos de estratégia que podem ser jogados no formato trio contra trio, tanto presencialmente quanto online.
Jonas defende que os E-Sports devem ser vistos como aliados da educação, e não como inimigos. “O interessante é trazer os jogos para dentro das escolas, trabalhar a disciplina e reeducar a forma como enxergamos o esporte eletrônico. O problema não é o jogo, mas sim o vício. Quando usados de forma pedagógica, os games estimulam raciocínio, estratégia e trabalho em equipe, assim como o xadrez, só que de forma digital”, afirma.
Segundo ele, os educadores que souberem utilizar os jogos como recurso didático terão mais chances de engajar os alunos. Além disso, o mercado de games cresce a cada ano e exige profissionais qualificados desde cedo.
“Os esportes eletrônicos estão a ser integrados nas escolas por promoverem o desenvolvimento de competências cruciais como trabalho em equipe, raciocínio lógico e pensamento estratégico. Eles aumentam a concentração, melhoram o desempenho acadêmico e podem despertar carreiras”, ressalta.

Tendência mundial
A realização do torneio em Itaúna acompanha um movimento global. Durante o Bett Show, maior evento de tecnologia educacional do mundo, realizado em março em Londres, o uso de E-Sports na educação foi apontado como uma das grandes tendências para os próximos anos.
A prática, que começou oficialmente em 1972, na Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, com a competição “Olimpíadas Intergaláticas de Spacewar”, hoje já faz parte da grade curricular de escolas norte-americanas de ensino médio.







