Mãe atípica clama por continuidade dos atendimentos da ADEFI 

0
130

Durante a reunião da Câmara esta semana, o pronunciamento emocionado de Claudiane Cristina Moreira de Moraes, mãe atípica e colaboradora da ADEFI – Associação de Pessoas com Deficiência de Itaúna teve lugar de destaque. Em meio às lágrimas, ela fez um apelo aos vereadores para que reforcem as emendas parlamentares destinadas à instituição, garantindo a manutenção dos atendimentos terapêuticos oferecidos a centenas de crianças e adolescentes. 

“Venho aqui, humildemente, em nome de todas as mães da ADEFI, pedir que vocês pensem com carinho na hora de fechar as emendas de vocês”, disse Claudiane. Ela relatou que, apesar da ajuda já recebida de parte dos parlamentares, os recursos ainda são insuficientes para assegurar o funcionamento pleno da associação no próximo ano. 

Atualmente, a ADEFI atende 327 crianças semanalmente com serviços de terapia ocupacional, psicologia e fonoaudiologia, além de oferecer suporte às famílias. Segundo Claudiane, a grande demanda tem colocado o atendimento em risco. “Amanhã pode ser que eu chegue lá na ADEFI e não tenha atendimento para minha filha”, lamentou. 

A mãe relembrou o diagnóstico precoce da filha, feito quando ela tinha apenas um ano e seis meses, e destacou os avanços conquistados graças ao acompanhamento especializado. “Sem os atendimentos, eu tenho certeza que minha filha estaria regredindo.” 

O temor, de acordo com ela, é compartilhado por muitas famílias que dependem dos serviços oferecidos pela entidade. “As crianças que hoje estão começando a falar, a se desenvolver socialmente, vão regredir se a ADEFI não conseguir manter os atendimentos.” 

Durante sua fala, Claudiane também convidou os vereadores e a população a conhecerem de perto o trabalho desenvolvido pela instituição. “Quem não conhece a ADEFI, tira um tempinho e vai lá ver o que é feito. As mães estão muito satisfeitas com o trabalho, mas muito tristes com a possibilidade de não haver atendimento para todos em 2026.” 

Encerrando o discurso sob aplausos do plenário, ela reforçou a importância da sensibilidade do poder público diante das demandas das famílias atípicas. “A gente entende que há muitas demandas, mas olhem com carinho para essas crianças. Hoje elas dependem de vocês, e amanhã podem estar aqui, lado a lado, participando da sociedade.”