Moradores denunciam descarte irregular e cobram providências no Murilo Gonçalves e Recanto das Peixotas 

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A situação do descarte irregular de lixo e entulho nas regiões dos bairros Murilo Gonçalves e Recanto das Peixotas voltou a ser alvo de críticas nesta semana após denúncia feita pelo líder comunitário Reinaldo Parreiras. Segundo ele, o que se vê em diversos pontos da comunidade é reflexo tanto do abandono quanto da falta de conscientização de parte da população, que insiste em transformar áreas abertas em depósitos clandestinos de resíduos. 

De acordo com Reinaldo, o problema tem se agravado nos últimos meses e já causa impactos ambientais e sanitários. Em meio ao mato alto, montanhas de lixo se acumulam com restos de comida, móveis velhos, entulhos de construção e até animais mortos, o que tem atraído urubus e gerado forte odor na região. A preocupação maior, segundo ele, vai além do aspecto visual e do desconforto para quem mora próximo. 

“Isso aqui é um retrato do descaso e da falta de educação de quem passa e joga lixo sem pensar nas consequências. Tem de tudo: poltronas de carro, lona, carniça, entulho, colchão, móveis velhos. O lixo está se amontoando no meio do mato, contaminando o solo e podendo atingir o lençol freático e as nascentes próximas. E quando chove, tudo desce pelos bueiros. Depois ninguém entende por que a cidade está alagando”, criticou. 

Segundo o líder comunitário, o ponto mais crítico está concentrado na Avenida Dr. Virgílio Gonçalves de Souza e nas proximidades da caixa d’água da comunidade, onde o acúmulo de resíduos se tornou constante. Com as chuvas recentes, parte desse material tem sido arrastada para bocas de lobo e galerias pluviais, o que aumenta o risco de entupimentos e contribui para as enchentes registradas em vários pontos da cidade nos últimos dias. 

Reinaldo ressalta que a situação preocupa moradores antigos e famílias que convivem diariamente com o problema, seja pelo mau cheiro, pela presença de animais ou pelo medo de impactos ambientais mais sérios. Para ele, o problema não é isolado e reflete uma realidade que se repete em diferentes bairros de Itaúna. 

“O problema não é só aqui na nossa região. Tem vários pontos da cidade virando depósito de lixo a céu aberto. Falta fiscalização, falta punição e também falta consciência. Quem mora aqui paga a conta de quem vem de fora e joga o que quer, como se isso aqui não fosse a casa de ninguém”, desabafou. 

A comunidade pede medidas mais firmes para conter o descarte irregular, além de ações de limpeza e conscientização. O receio maior é que, com a continuidade das chuvas, o lixo acumulado siga sendo levado para as redes de drenagem, agravando ainda mais os alagamentos e trazendo prejuízos para toda a cidade.