Museu Chico Franco terá espaço permanente do Projeto Estação de Memórias

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Itaúna foi escolhida para receber o Programa Estação de Memórias, iniciativa cultural da VLI Logística que busca resgatar e valorizar a história ferroviária nos municípios atravessados pela linha do trem. O projeto será implantado no Museu Municipal Francisco Manoel Franco, assim que as obras de revitalização do espaço forem concluídas. 

De acordo com a empresa, o local abrigará uma exposição permanente, construída em parceria com a comunidade itaunense, que poderá contribuir com relatos, documentos, fotografias e objetos ligados ao período ferroviário. 

O investimento previsto é de R$ 400 mil, viabilizado pela Lei Federal de Incentivo à Cultura e a expectativa é que o espaço seja inaugurado entre dezembro e janeiro, passando depois para a gestão da Prefeitura. 

Segundo a VLI, o objetivo é garantir a preservação da memória do trem de ferro, considerado parte do patrimônio material e imaterial do município e de diversas cidades brasileiras, além de reforçar a importância da ferrovia como elemento de identidade cultural e histórica

Iniciativa resgata histórias da ferrovia no Brasil 

O Projeto Estação de Memórias se consolidou como o maior programa de história oral sobre a ferrovia no Brasil. A iniciativa é da AIC (Agência de Iniciativas Cidadãs), em parceria com a VLI Logística e com o apoio das prefeituras das cidades participantes. 

O objetivo central é preservar, valorizar e difundir a memória ferroviária brasileira, reunindo relatos, documentos, fotografias e objetos que fazem parte da vida de comunidades cortadas pela linha do trem. Esse acervo é construído coletivamente e transformado em exposições permanentes instaladas em antigas estações e prédios ligados à ferrovia. Muitas dessas estruturas estavam desativadas e, ao reabrirem, passam a desempenhar um papel cultural, social e histórico para os municípios. 

O programa é pautado pelo diálogo com a comunidade. As ações incluem pesquisas em arquivos oficiais, entrevistas, rodas de conversa e chamadas públicas para que moradores compartilhem lembranças e materiais guardados ao longo dos anos. Esse processo possibilita resgatar histórias de ferroviários, familiares, comerciantes e vizinhos das estações. 

Cada espaço de memória é organizado a partir das referências locais, valorizando as identidades regionais e o envolvimento direto dos moradores. O lançamento das exposições se transforma em um momento de celebração, como uma grande homenagem às pessoas que tiveram suas vidas marcadas pela ferrovia. 

A participação da VLI 

A VLI vê no projeto uma oportunidade de reconectar a ferrovia à sua dimensão humana. O trabalho envolve não apenas a recuperação de prédios históricos, mas principalmente o reconhecimento das histórias de vida construídas em torno deles. 

Segundo a empresa, cada estação é um símbolo de encontros, despedidas e memórias coletivas que continuam a emocionar gerações. O cuidado em ouvir e registrar essas narrativas é uma forma de garantir que a herança cultural da ferrovia não se perca com o tempo. 

Exposições permanentes 

As cidades que recebem o Estação de Memórias passam a contar com acervos expográficos permanentes, compostos por fotos, vídeos, documentos e objetos cedidos pela comunidade. Esses espaços se tornam pontos de referência cultural, fortalecendo a identidade local e assegurando que as futuras gerações conheçam a importância da ferrovia para o desenvolvimento do país.