Novo golpe digital atinge empresas e usuários de WhatsApp em Itaúna 

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Um novo golpe digital vem fazendo vítimas em Itaúna e já atingiu até perfis de redes sociais de empresas conhecidas, além de contas de WhatsApp pessoais e corporativas. O ataque se espalhou principalmente por meio de arquivos no formato ZIP enviados por e-mail ou pelo próprio aplicativo de mensagens, muitas vezes utilizando contatos reais das vítimas para dar aparência de credibilidade. 

De acordo com especialistas em internet, ao abrir o arquivo malicioso, o usuário libera a execução de comandos ocultos que instalam programas nocivos capazes de roubar dados, controlar remotamente o computador ou até mesmo criptografar arquivos, exigindo pagamento de resgate — prática conhecida como ransomware. 

O Jornal S’Passo conversou com Vinicius Amorim, sócio-diretor da Avanti Tecnologia da Informação, que explicou como os criminosos conseguem burlar até usuários mais atentos. “O que acontece é que esses arquivos chegam disfarçados de documentos aparentemente legítimos, como notas fiscais ou comprovantes. Quando a pessoa executa, o sistema baixa uma segunda carga maliciosa que abre as portas para o invasor”, afirmou. 

Segundo ele, os prejuízos podem ser graves tanto para usuários comuns quanto para empresas. “Um computador infectado pode ser usado para espionagem, roubo de senhas e dados confidenciais ou até para atacar outros sistemas dentro da mesma rede. Além disso, o golpe se propaga rapidamente porque o vírus utiliza as próprias contas da vítima para se espalhar entre seus contatos”, destaca Vinícius. 

Ainda conforme o especialista, sinais como lentidão anormal do sistema, janelas de erro inesperadas e mensagens suspeitas de resgate devem servir de alerta imediato. “Se houver suspeita de infecção, a primeira medida é desconectar o equipamento da internet. Em seguida, isolar o dispositivo e procurar suporte técnico para verificação e limpeza. O tempo de reação faz toda a diferença”, alertou. 

A recomendação é que usuários redobrem a atenção com anexos e links recebidos, especialmente em mensagens com tom de urgência. “É essencial desconfiar de arquivos enviados mesmo por contatos conhecidos e confirmar a autenticidade por outro canal. Além disso, manter antivírus atualizado, realizar backups regulares e habilitar autenticação em duas etapas nas contas online são práticas fundamentais de proteção”, reforça Vinícius. 

Empresas devem adotar medidas extras, como bloqueio de anexos potencialmente perigosos nos servidores de e-mail, monitoramento de rede e treinamento contínuo de funcionários para identificar tentativas de phishing. “A prevenção continua sendo a forma mais eficaz de defesa contra esse tipo de ameaça”, conclui o especialista.