Pacientes denunciam goteiras, infiltrações e riscos no Centro de Especialidades Médicas Dr. Ovídio Unidade no Morada Nova enfrenta problemas estruturais e falta de acessibilidade; reclamações chegam à Câmara 

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Pacientes que utilizam o Centro de Especialidades Médicas Dr. Ovídio, no bairro Morada Nova, denunciaram uma série de problemas enfrentados diariamente na unidade de saúde. Segundo eles, a situação piora durante períodos de chuva intensa, como os registrados nos últimos dias. As infiltrações em diferentes pontos do prédio provocam goteiras, que acabam formando poças de água dentro da unidade. 

“Em temporadas de chuva, como tem ocorrido nos últimos dias, poças de água se formam dentro do Dr. Ovídio, é duro ver baldes de água espalhados para conter as goteiras”, relatou uma paciente, indignada com a falta de condições adequadas para atendimento. 

Profissionais que atuam no local também confirmam que a rotina tem sido prejudicada e, para evitar acidentes, baldes e panos são posicionados em vários setores para conter a água que escorre do teto, criando um ambiente improvisado e de risco tanto para quem trabalha quanto para quem busca atendimento. 

Acessibilidade comprometida e obstáculos no passeio 

Além das infiltrações, pacientes reclamam de outro problema recorrente: a falta de acessibilidade no passeio em frente à unidade. O caminho é descrito como estreito, cheio de obstáculos e pouco seguro, especialmente para pessoas com dificuldade de locomoção. 

Segundo os usuários, o trajeto exige “malabarismos” para ser percorrido. Placas de sinalização instaladas no meio do caminho e beirais baixos das janelas avançam sobre a calçada, reduzindo ainda mais o espaço. “O local, que mal dá para uma pessoa caminhar, não comporta uma cadeira de rodas. E não há rampas de acesso”, relatou outro paciente. Há ainda pequenos obstáculos fixos no chão, que prejudicam e até impedem a passagem. 

A situação crítica chegou à Câmara através do vereador Giordane Alberto que afirmou ter sofrido uma queda no local devido às barreiras de alvenaria nos beirais das janelas. Giordane, que enfrenta limitações de mobilidade após um AVC, destacou o risco diário enfrentado pela população. Outros vereadores também reforçaram os pedidos por intervenções urgentes por parte da prefeitura.

Entrada individual para pacientes 

Outro ponto levantado pelos usuários é o compartilhamento do mesmo acesso entre veículos e pedestres. Pessoas a pé, muitas vezes frágeis ou com mobilidade reduzida, precisam dividir a entrada com carros e ambulâncias, aumentando o risco de acidentes. A sugestão dos pacientes e de vereadores é que a Secretaria Municipal de Saúde crie um acesso independente e seguro para os pedestres.