Patinetes e bicicletas elétricas ganham as ruas de Itaúna e levantam alerta sobre fiscalização

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Você já deve ter visto patinetes e bicicletas elétricas cortando as ruas de Itaúna em alta velocidade. O número desses veículos tem crescido visivelmente na cidade, e a falta de regulamentação tem levado muitos jovens a desrespeitarem leis de trânsito, circulando como se estivessem pilotando motocicletas. Embora ainda não tenham sido registrados acidentes envolvendo esse tipo de veículo no município, autoridades alertam que, sem medidas de fiscalização, é apenas uma questão de tempo até que ocorram incidentes. 

De acordo com dados do setor, a venda de ciclomotores elétricos aumentou 32% no Brasil nos primeiros oito meses de 2025. Em cidades médias como Itaúna, o crescimento também é perceptível nas ruas e lojas especializadas, impulsionado pelo baixo custo de manutenção e pela economia em combustíveis. 

A partir de 1º de janeiro de 2026, porém, a realidade dos condutores deve mudar. Segundo o novo regulamento do Conselho Nacional de Trânsito, todos os ciclomotores — elétricos ou a combustão — com potência de até 4 mil watts e velocidade máxima de 50 km/h deverão ser emplacados e conduzidos apenas por motoristas habilitados. A exigência inclui também o uso de capacete e a proibição de circulação em ciclovias e ciclofaixas. 

Em entrevista ao S’Passo, um policial militar da reserva, explica que a nova norma é necessária para conter o avanço do desrespeito às regras e garantir segurança viária: “O aumento desses veículos é evidente na cidade. Muitos condutores ainda não têm noção de que o ciclomotor é um veículo de trânsito como qualquer outro. A partir de 2026, quem não estiver com documentação e habilitação em dia poderá ter o veículo apreendido. A fiscalização será intensificada”, afirmou o policial. 

Ele também ressalta que o uso inadequado em calçadas coloca pedestres em risco. “Temos recebido reclamações de moradores sobre jovens trafegando em alta velocidade em locais impróprios. A ideia é agir antes que aconteçam acidentes.” 

Comércio teme queda nas vendas

Se, por um lado, a medida é vista como necessária para organizar o trânsito, por outro, comerciantes do setor demonstram preocupação. O proprietário de uma loja de ciclomotores elétricos na cidade, teme que a exigência de placa e habilitação desestimule novos compradores: 

“Muita gente compra justamente por achar que não precisa de burocracia. Se tiver que tirar habilitação e pagar taxas, o interesse pode cair. Já sentimos clientes perguntando se ainda vale a pena investir nesses modelos”, explica o empresário. 

Apesar das apreensões, ele reconhece a importância do uso mais consciente. “Temos que orientar os clientes sobre o uso seguro. Mas o ideal seria que o governo criasse um modelo de regularização mais simples e acessível, sem afastar quem quer andar corretamente.” 

Entenda as novas exigências 

A partir de 2026, os condutores de ciclomotores — veículos de duas ou três rodas, elétricos ou a combustão, com até 4 mil watts e velocidade máxima de 50 km/h. deverão seguir uma série de novas exigências. Será obrigatório o uso de capacete tanto para o condutor quanto para o passageiro, além do emplacamento e registro do veículo junto aos órgãos de trânsito. Também será necessário possuir habilitação na categoria A ou a ACC (Autorização para Conduzir Ciclomotores). Esses veículos continuarão proibidos de circular em ciclovias e ciclofaixas, medida que busca garantir maior segurança para pedestres e ciclistas.