Pessoas em situação de rua: população reclama de insegurança e sujeira na Praça da Matriz

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A presença crescente de pessoas em situação de rua dormindo em meio à vegetação tem preocupado quem passa pela Praça da Matriz, no centro de Itaúna. De acordo com relatos de frequentadores, a região tem se tornado ponto de acampamento improvisado, com papéis, lonas, colchas, restos de comida e marmitex espalhados entre os arbustos e canteiros. 

“Eu passo aqui todos os dias para trabalhar e sinto medo. Outro dia um rapaz me abordou de forma agressiva pedindo dinheiro, quase me segurou pelo braço”, conta a comerciante Maria Lúcia Ferreira que trabalha nas imediações. 

Um comerciante da região, que costuma atravessar a praça para ir ao banco, disse já ter sido intimidado por um grupo que insistia em pedir dinheiro. “Eles ficam irritados quando a gente não dá dinheiro, chegam a xingar. Já vi gente sendo empurrada. É muito triste, mas não dá para se sentir seguro”, relata. 

Além das abordagens agressivas, os transeuntes denunciam o acúmulo de sujeira, com embalagens de alimentos, garrafas plásticas e pedaços de papelão espalhados, o que afeta o visual da praça e gera mau cheiro. “Está virando um verdadeiro lixão a céu aberto”, lamenta a aposentada Dona Célia Meireles, que costumava caminhar pelo local. “Agora evito até sentar nos bancos, porque sempre tem alguém dormindo ou mexendo em sacolas”, completou. 

Frequentadores também afirmam que a praça perdeu o movimento de famílias e idosos, que antes aproveitavam o espaço para lazer e descanso. Muitos moradores pedem providências imediatas da Prefeitura e maior presença da Guarda Municipal para garantir a segurança. 

Em nota, a administração municipal informou que realiza abordagens sociais frequentes, por meio do Posto de Atendimento ao Migrante, com o objetivo de oferecer acolhimento e encaminhamentos a serviços de saúde e abrigos. A ação do Desenvolvimento Social tem sido corroborada com as abordagens da nova Secretaria de Segurança Pública, que retirou recentemente pessoas em situação de rua do Poliesportivo JK e da Praça Luiz Ribeiro, no entanto, a adesão é voluntária e nem todos aceitam o acolhimento. 

Enquanto não há solução definitiva, quem passa pela praça segue convivendo com o medo e a sensação de insegurança.