Polícia Civil divulga linha do tempo do caso Henay Amorim

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Investigação aponta histórico de agressões, ocultação de provas e tentativa de simular acidente em Itaúna

A Polícia Civil de Minas Gerais divulgou nesta sexta-feira, 23 de janeiro, a linha do tempo detalhada do caso que culminou na morte de Henay Amorim, de 31 anos, revelando um histórico de agressões anteriores ao crime e uma sequência de ações que, segundo os investigadores, indicam tentativa de encobrir o homicídio.

De acordo com a investigação, imagens analisadas pela equipe policial mostram Henay sendo violentamente agredida no dia 17 de agosto, o que evidencia um padrão de violência doméstica sofrido pela vítima meses antes de sua morte.

A Polícia Civil afirma que o crime ocorreu entre a noite do dia 13 e a madrugada de 14 de dezembro, dentro do apartamento do suspeito, Alison Mesquita, em Belo Horizonte. Após o assassinato, registros de câmeras de segurança mostram o empresário descartando uma câmera de monitoramento que ficava no interior do imóvel, além de um colchão onde Henay teria sido morta, numa tentativa de eliminar possíveis provas.

Outro ponto considerado central na investigação é o momento em que o suspeito aparece carregando o corpo de Henay, já sem vida, até um veículo. Segundo a Polícia Civil, durante todo o trajeto de Belo Horizonte até a MG-050, em Itaúna, o corpo da vítima permaneceu no banco do motorista, enquanto Alison conduzia o carro sentado no banco do passageiro.

A manobra, conforme apontam os investigadores, teria sido realizada para simular um acidente de trânsito, com o objetivo de encobrir o crime. A divulgação da linha do tempo reforça os indícios de homicídio e o histórico de violência enfrentado pela vítima antes de sua morte.

O caso segue em investigação pela Polícia Civil de Minas Gerais, que trabalha para a conclusão do inquérito e responsabilização dos envolvidos.