Prefeitura inicia obras de desassoreamento do Rio São João e ações contra enchentes

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A Prefeitura começou esta semana os serviços de limpeza e desassoreamento do Rio São João na região da Avenida que margeia o curso d´água para ampliar a vazão, prevenir alagamentos e reduzir os impactos do período chuvoso. 

Em nota, a administração afirmou que todas as intervenções contam com autorizações ambientais e estão sendo executadas sem necessidade de cortes de árvores ou interferências em sistemas de esgoto. 

Histórico de enchentes

O Rio São João foi palco de grandes transtornos em janeiro de 2022, quando o transbordamento deixou centenas de famílias desalojadas nos bairros Nova Vila Mozart, Sion e São Judas Tadeu. Naquele período, parte da estrutura de gabiões cedeu, restringindo o tráfego a meia pista em alguns pontos. 

Na quarta-feira (27), o prefeito Gustavo Mitre (Republicanos) acompanhou os trabalhos na Avenida São João, ao lado do secretário de Infraestrutura, Alexandro Moks, e do vice-prefeito e secretário de Meio Ambiente, Hidelbrando Neto (PL). Segundo ele, as intervenções estão sendo conduzidas com “cautela e responsabilidade, preservando o meio ambiente e protegendo as famílias itaunenses”. 

Defesa Civil reforça plano de contingência em áreas de risco

Paralelamente às obras de desassoreamento, a Defesa Civil de Itaúna intensificou as ações de prevenção a desastres naturais. Entre os principais riscos monitorados estão alagamentos, deslizamentos de encostas, quedas de árvores e desabamentos em pontos críticos da cidade. 

Com base no levantamento atualizado este ano, foram identificadas diversas áreas vulneráveis, orientando a execução de novas captações pluviais, a ampliação da rede de drenagem e a limpeza de galerias que estavam obstruídas. Intervenções foram realizadas em bairros como Itaunense, JK, Várzea da Olaria, Nova Vila Mozart, Olímpio Moreira, Sion e Parque Jardim. 

Além disso, está em andamento a limpeza do leito do Rio São João, no trecho atrás do hospital, no Bairro São Judas Tadeu, onde o rio recebe as águas do Ribeirão do Sumidouro e apresenta maior risco de transbordamento. 

Áreas sob atenção

Entre os pontos mapeados pela Defesa Civil como suscetíveis a enchentes estão trechos das principais avenidas e rodovias da cidade, como a Avenida São João, em toda a sua extensão de 5,5 quilômetros, a Avenida Jove Soares, a Avenida Dona Cota, além de áreas próximas à MG-431 e à MG-050. Também foram identificados riscos em diversos bairros, incluindo Nova Vila Mozart, Lourdes, Sion, Olímpio Moreira, Aurora Village, Graças, Centro, São Judas Tadeu, Santanense, Itaunense e Alaíta. 

Plano de resposta rápida

A Coordenadoria Municipal de Defesa Civil informou que o Plano de Contingência foi revisado e prevê monitoramento constante, acionamento imediato de equipes, comunicação direta com moradores e acolhimento em abrigos temporários, caso seja necessária a evacuação de famílias em risco. 

“O monitoramento já foi intensificado. Nossas equipes realizam visitas técnicas frequentes e acompanham os locais mais críticos. A prioridade é preservar vidas e reduzir os impactos do período chuvoso”, destacou Tenente Rodrigo gomes de Oliveira, representante da Defesa Civil. 

Os alertas à população são emitidos por mensagens de celular, redes sociais, carros de som e contato com líderes comunitários. Atualmente, os agentes da Defesa Civil também estão habilitados a enviar notificações por meio da plataforma Interface de Divulgação de Alertas Públicos, que dispara mensagens via SMS, WhatsApp e e-mail. 

“A comunicação é rápida e eficiente, para que os moradores possam agir preventivamente. Em casos de necessidade, nossas equipes realizam remoções preventivas e oferecem suporte em abrigos temporários”, completou. 

Transparência e Conselho Municipal 

Segundo XXXXXXXXXXXXXXXXXX, a Defesa Civil também prepara a instalação do Conselho Municipal de Defesa Civil e na primeira reunião, prevista para os próximos meses, devem ser divulgadas imagens das áreas de risco e relatórios detalhados sobre as ações já executadas. 

“A atualização do mapeamento é contínua e nos dá condições de planejar de forma estratégica. O objetivo é eliminar ou, pelo menos, reduzir os pontos críticos identificados anteriormente”, finalizou.