“Quem gosta de coisa errada, treta, jeitinho é bandido”, diz Gui Rocha em publicação que revela sua briga política com o vereador Kaio Honório 

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Mesmo durante o período de recesso legislativo, o cenário político voltou a ganhar contornos de tensão após uma declaração pública do vereador Guilherme Rocha nas redes sociais. Em comentário feito a respeito do embate que trava com o vereador Kaio Honório, Guilherme afirmou: “Quem gosta de coisa errada, treta, jeitinho é bandido…” (sic). A fala, em tom duro e direto, rapidamente repercutiu e passou a ser interpretada como um ataque político frontal. 

A declaração surgiu em meio às discussões envolvendo uma denúncia apresentada por Guilherme Rocha, na qual ele questiona a suposta relação entre o vereador Kaio Honório e o assessor de comunicação André Messias, responsável pela página de notícias O Itaunense. Segundo Guilherme, essa relação pode configurar favorecimento político. 

A tentativa de levar investigar o caso através da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) acabou não prosperando. A proposta foi arquivada, encerrando formalmente o debate no âmbito do Legislativo. No entanto, o fim da CPI não significou o arrefecimento da crise política entre os dois parlamentares. 

Com o encerramento das vias institucionais, o confronto migrou para as redes sociais. Foi nesse contexto que Guilherme Rocha publicou o comentário que inflamou ainda mais os ânimos, elevando a temperatura do embate político. A frase, interpretada por muitos como uma generalização agressiva, dividiu opiniões entre apoiadores e críticos. 

Enquanto Kaio Honório reagiu minimizando as acusações e classificando o episódio como mais um ataque político sem provas, Guilherme manteve o discurso de enfrentamento, reforçando a necessidade de, segundo ele, “romper com práticas que não condizem com a ética pública”. 

O episódio evidencia como disputas políticas locais têm extrapolado o plenário e ganhado força no ambiente digital, onde o tom costuma ser mais ácido e as consequências, mais imprevisíveis. Em vez de debates técnicos ou encaminhamentos administrativos, o que se vê é a consolidação de um confronto público que alimenta polarização e engajamento, mas pouco contribui para soluções concretas. 

Por ora, a investigação ficou pelo caminho, mas o embate segue vivo — agora sustentado por declarações públicas, interpretações e narrativas que prometem continuar movimentando o noticiário político da cidade.