Quem são os deputados mineiros destinaram R$ 7,7 milhões ao Instituto Terra e Trabalho, alvo de operação da PF que apura fraudes no INSS?

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Três deputados federais de Minas Gerais destinaram emendas parlamentares ao Instituto Terra e Trabalho (ITT), entidade investigada pela Polícia Federal na Operação Sem Desconto, ação que apura suspeitas de desvios e deduções indevidas em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Entre 2022 e 2024, pelo menos R$ 7,7 milhões foram encaminhados ao instituto.

Os repasses foram feitos pelos deputados Euclydes Pettersen (Republicanos-MG), Eros Biondini (PL-MG) e Ana Paula Leão (PP-MG). Pettersen, alvo de mandado de busca e apreensão na quinta-feira (13), destinou R$ 2,5 milhões ao ITT em dois anos: R$ 1,5 milhão em 2022 e R$ 1 milhão em 2023, valores já pagos.

Eros Biondini fez o maior repasse individual: R$ 5 milhões em 2024, já empenhados e liberados. Ana Paula Leão encaminhou R$ 477,5 mil no mesmo exercício.

Além desses valores, há uma emenda coletiva da bancada mineira no montante de R$ 285 mil, também registrada em 2024. Por ser de bancada, não há identificação individual de autor.

Durante a operação, o presidente do ITT, Vinícius Ramos da Cruz, foi preso preventivamente. Até o momento, apenas Euclydes Pettersen é investigado formalmente pela Polícia Federal. Os demais parlamentares podem ser chamados pela CPMI do Senado para prestar esclarecimentos sobre os repasses e a relação com as irregularidades no INSS.