“Raízes Ancestrais”, documentário sobre religiões africanas, será exibido nas Escolas municipais

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As escolas municipais de Itaúna se preparam, nos próximos dias, para uma programação especial: a exibição do documentário Raízes Ancestrais, uma produção que mergulha na história, símbolos, espiritualidade e resistências das religiões de matriz africana, com foco na cultura viva presente no município. A ação é viabilizada por meio da Política Nacional Aldir Blanc, fortalecendo iniciativas culturais que dialogam com diversidade, educação e formação cidadã. 

O documentário apresenta um percurso sensível e educativo sobre a trajetória da fé negra, do continente africano até o interior do Brasil, destacando como elementos como o sincretismo, a oralidade, a arte e a resistência moldaram parte essencial da identidade brasileira. Com narrativa poética e linguagem acessível ao público escolar, o documentário reúne entrevistas com líderes religiosos, pesquisadores, historiadores e representantes de diferentes crenças, oferecendo múltiplos olhares sobre o tema. 

Matheus Tarabal, produtor e responsável pelo projeto, destaca que a obra nasce com a intenção de provocar reflexão e abrir caminhos de diálogo dentro das escolas. “A produção aborda a trajetória da fé negra desde o continente africano até o interior do Brasil, revelando como o sincretismo, a resistência e o conhecimento mantêm viva uma herança ancestral que moldou parte fundamental da nossa identidade. Com narrativa poética, entrevistas com líderes religiosos, historiadores e representantes de diferentes crenças, o filme propõe o diálogo entre fé, cultura e respeito, mostrando que o axé ultrapassa o sagrado e se manifesta também em forma de arte, educação e comunidade”. 

Ainda de acordo com o produtor, mais do que um registro histórico, Raízes Ancestrais é um convite ao conhecimento e à empatia. “Um chamado para que cada escola, cada lar e cada coração se tornem espaços de respeito à diversidade religiosa e cultural. Nosso propósito é promover o entendimento e o respeito às religiões de matriz africana, combatendo a intolerância religiosa por meio da informação, da arte e do reconhecimento das nossas origens”, afirma. 

A iniciativa tem como público principal estudantes, professores e equipes pedagógicas, que terão a oportunidade de explorar o conteúdo do documentário em atividades orientadas, rodas de conversa e debates sobre identidade, Brasilidade, racismo religioso e cultura popular. O objetivo é ampliar o repertório dos alunos sobre a contribuição dos povos africanos na formação do país, incentivando uma educação que acolhe e valoriza diferenças.