Sala direita do Museu será nomeada em homenagem a Maria Ângela Amaral Moreira 

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A Câmara aprovou por unanimidade projeto de lei que dá o nome de “Maria Ângela Amaral Moreira” à sala direita – local destinado ao extinto café- do Museu Municipal Francisco Manoel Franco. A votação foi marcada não apenas pela aprovação do texto, mas também por uma emocionante homenagem à memória de Maria Ângela. Familiares, que acompanhavam a sessão foram surpreendidos com depoimentos de parlamentares que relembraram a trajetória de dedicação, alegria e generosidade da homenageada. 

Maria Ângela Amaral Moreira, falecida em novembro de 2024, deixou um legado de carinho e participação ativa na vida comunitária de Itaúna. Mineira de nascimento e, desde 2023, também cidadã portuguesa reconhecida, ela se destacou pela presença constante nos festejos religiosos e sociais da cidade, sempre acompanhada do marido, Nilo Moreira da Silva, com quem foi casada por 67 anos. 

Além da atuação como doceira, conhecida pelos bolos e quitutes que marcaram celebrações de gerações de itaunenses, Maria Ângela também teve um papel importante na vida cultural da cidade. Uma de suas contribuições mais lembradas foi o auxílio na catalogação e nomeação de peças históricas do acervo do Museu Municipal Francisco Manoel Franco, reforçando seu vínculo com o local que agora vai abrigar uma sala em sua memória. 

Em suas falas, vereadores ressaltaram a caridade, a dedicação à família e o espírito comunitário de Maria Ângela. Para muitos, ela representava um verdadeiro “anjo da guarda” para os mais necessitados, sempre pronta a estender a mão. 

Nascida em 19 de maio de 1938, em Itaúna, Maria Ângela construiu uma trajetória de amor e fé, deixando cinco filhos, dez netos e quatro bisnetos. A homenagem, segundo os autores do projeto, vereadores Dalminho e Alexandre Campos, simboliza o reconhecimento da cidade à contribuição de uma mulher que marcou a história local não apenas por seus gestos de solidariedade, mas também pela preservação da memória cultural itaunense. 

Retranca 

Câmara vai votar homenagem a “Pedro do Sindserv” 

Foi lido esta semana durante a reunião da Câmara o projeto de lei que propõe dar o nome de “Edifício Pedro Miguel Rodrigues” à sede do Instituto Municipal de Previdência, na Rua Newton Penido, 54, Bairro das Graças. A iniciativa é assinada pelos vereadores Gustavo Dornas Barbosa e Alexandre Campos para reconhecer a trajetória de Pedro Miguel Rodrigues, carinhosamente conhecido como Pedro do Sindserv. 

Pedro faleceu recentemente, no dia 11 de agosto, aos 70 anos, deixando um legado de dedicação aos servidores públicos e à comunidade itaunense. Segundo o vereador Gustavo Dornas Barbosa, a homenagem é uma forma de manter viva a memória de um cidadão que deixou contribuições marcantes para a cidade. 

Um legado de luta e dedicação 

Pedro iniciou sua carreira como jardineiro na Prefeitura e, ao longo dos anos, conquistou diferentes funções administrativas. Ficou marcado, sobretudo, pela atuação sindical, liderando a Associação dos Servidores Municipais de Itaúna, que mais tarde se transformaria no Sindicato dos Servidores Públicos de Itaúna, o Sindserv. 

À frente da entidade, exerceu cargos de presidente, tesoureiro e secretário, sempre pautado pela defesa dos direitos dos servidores. Conseguiu conquistas importantes, como melhorias nas condições de trabalho, garantia de salários justos, defesa em processos administrativos e judiciais e a consolidação de benefícios previdenciários junto ao IMP. 

De acordo com registros, Pedro foi fundamental para salvar o sindicato de uma crise financeira nos anos 1990, reestruturando sua gestão e fortalecendo sua representatividade. Sua atuação fez com que o Sindserv ganhasse destaque no cenário mineiro e nacional, chegando a servir de modelo para outras entidades. 

Além da vida profissional e sindical, Pedro também era reconhecido como um homem espiritualista, devoto e de grande coração. No Sindicato, mantinha uma imagem de Nossa Senhora da Conceição na entrada, onde diariamente fazia suas orações. Entre os colegas e amigos, era lembrado como uma pessoa sempre disposta a ajudar, sem medir esforços. 

Pedro também nutria amor pela natureza, especialmente pelas rosas que cultivava nos canteiros do Sindicato, e gostava de cuidar dos pássaros que frequentavam o espaço.