Sucata e risco de dengue: moradores do Recanto Jussara denunciam ferro-velho às margens da MG-431 

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Moradores Recanto Jussara, localizado na região da Barragem Velha, às margens da rodovia MG-431, estão revoltados com a situação que vem se agravando na entrada do chacreamento. Segundo denúncias da comunidade, um lote às margens da via estaria sendo utilizado como ferro-velho e, o que antes parecia uma atividade discreta, passou a gerar preocupação, medo e indignação. 

De acordo com relatos, carcaças de veículos e sucatas estariam sendo deixadas do lado de fora do depósito, principalmente durante a noite. A prática, segundo os moradores, estaria transformando a entrada do bairro em um verdadeiro cenário de abandono. Além do impacto visual, a população teme consequências mais sérias, principalmente relacionadas à saúde pública. 

Os veículos desmontados estariam ocupando inclusive a faixa de domínio da MG-431, o que pode representar risco tanto para quem trafega pela rodovia quanto para quem reside nas proximidades. Moradores alertam que peças acumuladas podem favorecer o acúmulo de água parada, criando ambiente propício para a proliferação do mosquito da dengue. A comunidade também teme que o local passe a atrair andarilhos ou até mesmo pessoas com intenção de furtar materiais ou utilizar as carcaças como esconderijo. 

Uma moradora, que preferiu não se identificar, fez um desabafo contundente: “Estamos nos sentindo abandonados. A gente lutou tanto para manter a região organizada e tranquila, e agora temos que conviver com sucata espalhada logo na entrada. Isso é porta aberta para doenças, para insegurança e para desvalorização das nossas casas. Não somos contra o trabalho de ninguém, mas tudo precisa ser feito dentro da lei e com respeito à comunidade.” 

Os moradores pedem que os órgãos responsáveis realizem fiscalização urgente no local, verifiquem a regularidade do funcionamento do estabelecimento e adotem medidas para impedir o descarte irregular de materiais na área externa, especialmente na faixa de domínio da rodovia. A comunidade afirma que, caso nenhuma providência seja tomada, novas manifestações serão organizadas para chamar a atenção das autoridades.