A primeira reunião da câmara deste ano foi marcada por um debate acalorado envolvendo a condução da “CPI da Comunicação”, a redação da ata de uma das reuniões da comissão processante e críticas direcionadas à imprensa local.
Da Tribuna, o servidor Pedro de Alcântara Teixeira Júnior utilizou a palavra para contestar reportagens que, segundo ele, teriam questionado a fidelidade da ata em relação ao que ocorreu na reunião da comissão. Em sua manifestação, afirmou que houve tratamento desrespeitoso por parte de veículos de comunicação e sustentou que o documento oficial registrou, sim, o momento em que o vereador Guilherme Rocha teria apresentado elementos digitais como provas durante a sessão.
O ponto central da controvérsia gira em torno do arquivamento da comissão sob a justificativa de ausência de provas. Pedro afirmou ainda que “não tem título de eleitor cadastrado na cidade, que não apoia nenhum político e nem tem preferências, e que tais apoios, para ele não faz diferença, já que é servidor efetivo há mais de 20 anos”. O servidor pontuou ainda que desde os primórdios de seu trabalho, há um entendimento de que as atas podem ser “ajustadas, reescritas ou alteradas, e que o teor delas é fidedigno às narrações contidas nas reuniões”.
Para críticos da decisão, se houve apresentação formal de elementos comprobatórios e isso constava em ata, caberia esclarecer por que tais registros não foram considerados suficientes. Por outro lado, se a ata não refletiu integralmente o ocorrido, a discussão passa a envolver a precisão do documento, que deve retratar fielmente os fatos.
Após a fala do servidor, o vereador Guilherme Rocha respondeu da tribuna. Ele criticou a postura que atribui a determinados servidores e ressaltou que ocupantes de cargos efetivos devem manter atuação técnica e imparcial. Também destacou que atas de comissões parlamentares precisam reproduzir com exatidão o que foi discutido, sem acréscimos ou omissões, independentemente de posicionamentos políticos.
O parlamentar ainda mencionou dados salariais do servidor e fez observações sobre o tempo de carreira, defendendo que a experiência no serviço público exige rigor no cumprimento das normas administrativas.
Sobre a cobertura jornalística, o Jornal S´Passo esclarece que não houve acusação de adulteração criminosa da ata, mas sim questionamento quanto à correspondência entre o conteúdo do vídeo da reunião e o texto oficial.







