UPA pode ser construída na Reta de Santanense ou próxima ao Dr. Ovídio 

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Em encontro realizado na noite de quinta-feira com a direção do Hospital Manoel Gonçalves, o secretário municipal de Saúde, Alan Rodrigo, anunciou que a Unidade de Pronto Atendimento em breve sairá do papel. Segundo ele, o local de implantação já está definido e os trâmites administrativos para viabilizar a obra estão em andamento. 

A reportagem apurou, porém, que apesar da confirmação repassada aos provedores, outras áreas seguem sendo avaliadas pela Prefeitura. A possibilidade de a estrutura funcionar anexada ao hospital é considerada improvável. Entre os locais cogitados, ganha força o local que está servindo de depósito de materiais na Avenida Dr. Miguel Augusto Gonçalves, a conhecida Reta do Santanense, ou até mesmo nas proximidades do Centro de Especialidades Médicas Dr. Ovídio Nogueira Machado. A UPA de Itaúna, classificada como Tipo II, já tem termo técnico inserido no PAR (Plano de Ação Regional), protocolado e publicado pelo Ministério da Saúde. 

Com relação ao credenciamento federal, o procedimento só ocorre depois da abertura oficial da unidade. A partir do início do funcionamento, o Ministério da Saúde realiza o credenciamento e passa a repassar recursos do Estado e da União para auxiliar no custeio. 

Gestão do Pronto Socorro 

Apesar da novidade animadora para a rede de saúde local, a reunião de quinta-feira teve como pauta principal a apresentação das propostas para o novo contrato de gestão do Pronto-Socorro, encaminhadas ao Conselho Curador do Hospital Manoel Gonçalves. Durante a explanação, o secretário detalhou como funciona a rede municipal de urgência e emergência e esclareceu quais são, efetivamente, as responsabilidades do município nesse atendimento. 

Alan Rodrigo também ressaltou que as duas propostas elaboradas pela administração têm como objetivo fortalecer financeiramente o hospital e, ao mesmo tempo, elevar a qualidade do serviço oferecido à população. O novo modelo contratual prevê a inclusão de indicadores de desempenho, permitindo uma avaliação mais clara e eficiente do atendimento. 

Entre as alternativas apresentadas, uma prevê que o município assuma totalmente a gestão do Pronto-Socorro, incluindo custos, repassando ao hospital R$ 700 mil para investimentos internos. A outra mantém o serviço sob responsabilidade do hospital, que reivindica um repasse anual de R$ 2,55 milhões da Prefeitura para garantir o funcionamento — valor que, segundo a instituição, ainda deixaria R$ 250 mil livres para uso interno da Fundação Casa de Caridade Manoel Gonçalves. 

Ainda não houve consenso sobre qual modelo será adotado. No entanto, ficou definido que a Prefeitura fará ainda neste mês um aporte emergencial de R$ 3 milhões ao hospital, além dos repasses ordinários de R$ 2,1 milhões destinados ao custeio do pronto-socorro. O Conselho Curador agora analisa os dois cenários e deverá emitir um parecer sobre a alternativa mais viável.