Veículos de comunicação de Itaúna alertam para novo golpe em Grupos de Whatsapp 

0
348

Criminosos tem utilizado nome de emissores da cidade para aplicar golpes e clonarem celulares

O Jornal S’Passo vem denunciando e alertando nos últimos meses sobre os mais variados golpes aplicados pelas redes sociais em Itaúna. O novo golpe da vez, ocorrido nos últimos dias, utiliza o nome de rádios e outros veículos de comunicação da cidade para enganar moradores em grupos de WhatsApp. A ação chamou atenção após seguidores relatarem que criminosos estariam se passando por emissoras locais para aplicar fraudes envolvendo supostas pesquisas e inclusão em grupos oficiais. 

De acordo com os relatos, os golpistas entram em contato com as vítimas por ligação ou mensagem, iniciando a conversa com perguntas sobre a relação da pessoa com determinada rádio da cidade. Logo depois, afirmam que irão realizar um “procedimento” e que a vítima será adicionada a um grupo exclusivo da emissora. 

O criminoso, utilizando um número com DDD 077 — da Bahia — solicita que o morador acesse a câmera do celular e, em seguida, envia um link por e-mail. Ao clicar, a vítima tem o aparelho clonado e pode ter dados pessoais e bancários furtados. 

Frente às denúncias, profissionais da comunicação local reforçam que nenhum jornal, rádio ou portal de notícias da cidade realiza pesquisas ou convites para grupos oficiais dessa forma. Conforme apurado pela reportagem, já existe um  Boletim de Ocorrência registrado sobre o assunto. Pelas redes sociais, algumas emissoras informaram que não solicitam envio de fotos, acesso à câmera ou qualquer procedimento semelhante. 

Os veículos orientam a população a redobrar a atenção e a desconfiar de qualquer contato inesperado que use o nome de rádios, portais ou jornalistas de Itaúna. Em caso de abordagem suspeita, a recomendação é não fornecer informações, não clicar em links e registrar boletim de ocorrência. 

O episódio evidencia um movimento crescente de golpes digitais que exploram a credibilidade dos meios de comunicação locais. A orientação da Polícia Civil, que está investigando o caso, é que todos acompanhem apenas os canais oficiais e evitem interações fora das plataformas verificadas. 

Retranca 

Golpe digital volta a fazer vítimas em Itaúna e jornalista do S’Passo cai na armadilha 

Um novo golpe digital vem fazendo vítimas em Itaúna e já atingiu perfis de redes sociais de empresas conhecidas, além de contas pessoais e corporativas de WhatsApp. A ação criminosa tem se espalhado rapidamente, impulsionada por arquivos no formato ZIP enviados por e-mail ou pelo próprio aplicativo de mensagens — muitas vezes usando contatos reais das vítimas, o que aumenta a sensação de que se trata de algo confiável. A circulação desses links e anexos maliciosos continua intensa pela cidade, repassados de boa-fé por conhecidos que também foram afetados. 

A situação ganhou ainda mais atenção nesta semana, quando um dos jornalistas do Jornal S’Passo acabou sendo vítima do ataque. O profissional, que participou da apuração da matéria publicada pelo jornal no último mês sobre esse mesmo golpe, relatou surpresa ao perceber que havia sido enganado. Segundo ele, o arquivo recebido chegou de uma forma diferente do usual: já aparecia como um documento pronto para abrir, sem o padrão típico de um simples link suspeito. “No próprio arquivo já pedia para abrir. Quando cliquei, o vírus tomou conta”, relatou. 

Especialistas explicam que essa é exatamente uma das estratégias usadas pelos golpistas para burlar até usuários mais atentos. De acordo com Vinícius Amorim, sócio-diretor da Avanti Tecnologia da Informação, esses arquivos vêm disfarçados de documentos aparentemente legítimos, como notas fiscais ou comprovantes. “Quando a pessoa executa, o sistema baixa uma segunda carga maliciosa que abre as portas para o invasor”, afirmou. 

Os prejuízos podem ser sérios tanto para usuários comuns quanto para empresas. Programas nocivos instalados silenciosamente podem roubar dados, controlar remotamente o computador ou até criptografar arquivos e exigir pagamento de resgate — o chamado ransomware. Além disso, o vírus se propaga com rapidez, já que utiliza as contas e contatos da vítima para continuar se espalhando. 

Sinais como lentidão anormal do computador, janelas de erro inesperadas e mensagens de cobrança de resgate são indicativos de alerta. Caso haja suspeita de infecção, especialistas recomendam desconectar imediatamente o equipamento da internet, isolá-lo e buscar suporte técnico. “O tempo de reação faz toda a diferença”, reforçou Vinicius. 

A orientação é redobrar a atenção com anexos e links recebidos, especialmente os acompanhados de mensagens urgentes. É fundamental confirmar a origem por outro canal, manter antivírus atualizado, ativar autenticação em duas etapas e fazer backups regulares. Empresas, por sua vez, devem adotar medidas extras, como bloqueio de anexos suspeitos em servidores de e-mail, monitoramento constante de rede e treinamento de funcionários para identificar tentativas de phishing.