OLHO: Principais reclamações dos parlamentares foram relacionadas ao descaso com a manutenção do trecho, a ausência frequente de limpeza e capina nas margens da linha, falhas em manutenções estruturais, além da inexistência ou ineficiência de cancelas funcionais em cruzamentos urbanos
A pedido da empresa VLI, a Câmara aprovou um Projeto de Lei que estabelece diretrizes para a política de conscientização para o trânsito e a convivência harmônica entre pessoas, veículos automotores e ferrovias no município. Apesar da aprovação, a matéria passou pelo plenário cercada de ressalvas e críticas contundentes à atuação da concessionária ferroviária, responsável pelo trecho que corta a cidade.
Durante a discussão, diversos vereadores deixaram claro que o voto favorável não representa endosso irrestrito à forma como a empresa vem conduzindo a operação ferroviária no trecho de Itaúna. Segundo os parlamentares, a aprovação do projeto foi uma demonstração de boa-fé institucional e de disposição para o diálogo, mas não apaga um histórico de problemas enfrentados pela população ao longo da linha férrea.
Entre os principais pontos levantados em plenário estão o descaso com a manutenção do trecho ferroviário, a ausência frequente de limpeza e capina nas margens da linha, falhas em manutenções estruturais, além da inexistência ou ineficiência de cancelas funcionais em cruzamentos urbanos, o que, segundo os vereadores, expõe motoristas e pedestres a riscos constantes de acidentes.
Outro tema que gerou forte indignação foi a situação da Antiga Estação de Santanense, imóvel tombado como patrimônio histórico do município. Parlamentares cobraram a restauração do espaço e criticaram o abandono do prédio, ressaltando que a preservação do patrimônio cultural também deve ser responsabilidade da concessionária que explora a ferrovia.
Mesmo diante das críticas, o projeto, de autoria do vereador Wenderson da Usina, foi aprovado com o argumento de que a política pública proposta pode servir como instrumento de pressão e articulação institucional. A lei prevê ações de educação para a segurança viária, diálogo com entidades ligadas ao transporte ferroviário, participação da sociedade civil, interlocução com comunidades próximas às faixas de domínio e adequações na infraestrutura urbana nos pontos de cruzamento entre vias férreas e rodoviárias.
A proposta também institui o Dia Municipal da Segurança entre os Modais de Transporte, a ser celebrado anualmente em 30 de abril, data que coincide com o Dia Nacional do Ferroviário. Para os vereadores, a criação da data pode ajudar a dar visibilidade aos problemas enfrentados pela cidade e reforçar cobranças por medidas concretas de segurança.







