O Jornal S’Passo recebeu nesta semana de leitores um vídeo que expõe uma contradição emblemática na postura pública do vereador Guilherme Rocha (NOVO). Nas imagens, gravadas no início deste ano, o parlamentar aparece conduzindo uma motocicleta em trecho de rodovia sem capacete, enquanto sua esposa, policial militar, o acompanha na garupa — também sem o equipamento de segurança. Mais do que o flagrante da infração, chama a atenção o tom de deboche adotado pelo casal diante da situação.
O caso repercutiu entre os moradores, sobretudo pelo histórico de discursos do vereador contra motociclistas que praticam o chamado “grau”. Em suas redes sociais, Rocha chegou a classificar os praticantes como “criminosos”, citando justamente o Artigo 244 do CTB — o mesmo que ele infringiu ao conduzir a moto sem capacete.
Rosse também é criticado
Outro alvo de ironia entre os leitores é o vereador Rosse Andrade (PL). Na semana passada, ele fez duras críticas a uma licitação da Secretaria de Cultura e Turismo, estimada em R$ 11 milhões. O valor, no entanto, refere-se a um teto de gastos para os próximos quatro anos de mandato, e não ao desembolso imediato dos cofres públicos.
Já nesta semana, Rosse voltou às redes sociais, mas para criticar a programação do aniversário de Itaúna, classificando-a como “aquém do que a cidade merece”. O parlamentar sugeriu que “a prefeitura poderia ter investido cerca de R$ 120 mil para contratar artistas locais, como Nando e Fernando, Comunidade Batuque e Banda Hakuna”.
Entre um vereador que debocha da lei de trânsito que diz defender e outro que se contradiz em suas críticas, os itaunenses não deixaram por menos afirmando que os parlamentares “não passaram no teste da coerência no dia a dia”.
A frase de um leitor resume o tom das reações: “Os vereadores parecem se esquecer de que a população tem memória e celular na mão. Quando a prática não acompanha o discurso, o resultado é o ridículo.”







