Nos últimos dias, circulou nas redes sociais a informação de que a Viasul, atual concessionária do transporte coletivo em Itaúna, poderia rescindir o contrato com o município após sofrer constantes multas — que, segundo apurado, ultrapassaram R$ 200 mil, somente no último mês. A especulação ganhou força a ponto de mencionar que o Grupo Anchieta, de Belo Horizonte, assumiria o serviço, colocando cerca de 40 ônibus para operar na cidade.
Os rumores culminaram com a notícia de que a suposta mudança da concessionária do transporte coletivo teria sido tema de uma reunião do prefeito Gustavo Mitre com um grupo de vereadores e que a nova empresa já estaria definida, apesar de a escolha ainda depender de um processo licitatório.
Diante da repercussão, o veículo que divulgou a notícia abriu espaço para um pedido de resposta enviado pelo Grupo Anchieta, esclarecendo que “nenhuma de suas empresas está em negociação para assumir o transporte público em qualquer cidade do interior de Minas Gerais”. A nota da empresa ainda reforçou que a informação era “inverídica” e que não existe qualquer tratativa envolvendo a prestação de serviços em Itaúna.
Após o ocorrido, o Jornal S’Passo entrou em contato com os principais envolvidos para verificar a veracidade dos fatos. Por meio de nota, a Viasul informou de forma breve que “a informação não procede”. Já a Prefeitura de Itaúna, também em nota oficial, declarou que até o dia 26, não recebeu qualquer documento ou protocolo formalizando a intenção de rescisão por parte da empresa ou proposta de outra concessionária para assumir o serviço.
“A administração municipal, enquanto contratante e fiscal do contrato, não foi procurada oficialmente. Não há qualquer protocolo de intenções ou negociação em andamento. Todas as informações que circulam até o momento são apenas especulações e conversas informais, sem respaldo oficial”, informou a Prefeitura.
Possibilidade
Apesar das negativas oficiais, uma fonte ouvida pela reportagem, que preferiu não se identificar, indicou que existe a possibilidade de a Viasul solicitar a rescisão contratual. Caso isso venha a se concretizar, a empresa teria de comunicar a Prefeitura previamente, permitindo que o município abra um novo processo licitatório para selecionar uma nova prestadora de serviço.







