Itaúna amplia estratégias para elevar cobertura vacinal e enfrenta desafios com Influenza e Varicela

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Dados divulgados pela secretaria de Saúde de Itaúna mostram que a vacinação no município segue em ritmo satisfatório, porém, a baixa adesão às campanhas contra a Influenza e a Varicela preocupa. De acordo com Tatiane Rodrigues Alves, gerente da Vigilância em Saúde, alguns imunizantes ainda não alcançaram a meta estabelecida pelo Ministério da Saúde. 

Os dados mais recentes apontam que, ao nascer, a BCG alcança 93,75% e a Hepatite B (até 30 dias) chega a 89,35%. Entre as vacinas aplicadas até um ano de idade, as coberturas variam entre 29,86% e 79,86%, com destaque para a Meningo C e a Pneumo 10, ambas em 79,86%. A partir de um ano, a cobertura registra 97,22% para o reforço da Meningo C e 91,90% para a primeira dose da Tríplice Viral, enquanto outras vacinas ficam entre 49,77% e 84,49%. 

No público adulto, a cobertura da dTpa (Tríplice Bacteriana acelular) está em 61,57%.

Imunização abaixo da meta

Um dos maiores desafios enfrentados atualmente é a vacinação contra a Varicela. “A cobertura está baixa devido à falta de insumos para produção, situação que afeta todo o território nacional”, explica Tatiane. A vacinação contra a Influenza também não alcançou a meta nos grupos prioritários. 

Para tentar reverter esse cenário, a Secretaria tem intensificado ações com campanhas aos sábados na Praça da Matriz e levando o Vacimóvel a empresas e instituições.

Influenza e da Covid-19 

Em relação à gripe, o município ainda não conseguiu atingir a meta de cobertura entre os grupos prioritários e, para ampliar o alcance, o Vacimóvel tem visitado empresas, instituições e, aos sábados, permanece na Praça da Matriz. “No entanto, estamos com dificuldade para obter dados atualizados e precisos devido à manutenção e alterações no sistema RNDS”, pontuou Tatiane. 

A vacina contra a Covid-19 também apresenta queda na procura. “Observamos uma redução na adesão, o que reforça a importância de seguirmos incentivando a população a manter a imunização em dia para garantir a proteção individual e coletiva”, acrescentou. 

Resistência e conscientização

Outro desafio é a resistência de parte da população a determinadas vacinas. “Algumas pessoas ainda chegam aos pontos de vacinação dizendo que não querem tomar a vacina da gripe porque acreditam que ela causa resfriado. Nesses casos, nossa equipe conversa, esclarece que a vacina não provoca a doença e orienta sobre sua importância, o que muitas vezes faz com que acabem aceitando a aplicação”, explica. 

Com relação à Covid-19, a desinformação também preocupa. “Ainda há pessoas com receio devido a informações falsas que circulam nas redes sociais. Por isso, intensificamos o trabalho de conscientização com orientações baseadas em evidências científicas, campanhas educativas e o apoio das equipes de saúde para levar informações seguras à população”, explicou.