SAAE anuncia pedido de R$10 milhões a fundo perdido “para colocar a autarquia nos trilhos” 

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A Comissão Especial da Câmara criada para avaliar a situação do saneamento em Itaúna ouviu esta semana do diretor do SAAE, Nilzon Borges, relatos de problemas estruturais, falta de equipamentos e necessidade urgente de investimentos. Nilzon informou que a autarquia pediu R$ 10 milhões a fundo perdido para recuperar emissários do Projeto Somma, comprometidos por rompimentos recentes que afetam o esgoto do Rio São João e de seus afluentes.

Entre as medidas emergenciais, a autarquia prevê a aquisição de aproximadamente 30 novas bombas para poços artesianos e reservatórios, incluindo unidades de reserva, para evitar interrupções no abastecimento de água à população. Também está em andamento a compra de um caminhão de hidrojateamento, essencial para a manutenção e limpeza das Estações de Tratamento de Esgoto Compactas. 

A comissão da Câmara é presidida pelo vereador Gustavo Dornas (Republicanos), com Aristides Ribeiro, o Tidinho (PMN), como relator, e Giordane Alberto (Republicanos) e Leonardo Alves (Podemos) como membros. Dornas cobrou do SAAE um relatório detalhado sobre o funcionamento das ETECs e questionou o percentual de tubulações de amianto ainda em uso na rede de água. O gerente operacional, Joaquim Gomes, informou que o levantamento técnico está em curso e que a substituição para tubos de PVC será gradual, priorizando as áreas mais críticas. 

Além disso, o SAAE fará um diagnóstico completo das 23 ETECs em operação, com foco em identificar falhas e otimizar a eficiência do sistema. Os vereadores também sinalizaram a intenção de destinar emendas impositivas para auxiliar nos investimentos necessários à autarquia. 

Problemas ambientais e urbanísticos

Outro ponto debatido na reunião da comissão do Legislativo foi a proliferação de aguapés na Barragem Velha, que preocupa moradores e autoridades. Segundo Nilzon, a Prefeitura já solicitou autorização ao Instituto Mineiro de Gestão das Águas (IGAM), pois o município não tem autonomia legal para remover as plantas aquáticas. 

Quanto à expansão urbana na região da Barragem Velha, Joaquim Gomes ressaltou que o SAAE tem orientado construtores sobre as normas corretas para instalações de água e esgoto, para evitar que novas edificações aumentem os problemas já existentes no sistema.