Skatistas cobram retomada das obras da nova pista na Praça Celi

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Prefeitura explica que empresa abandonou a execução do projeto e que está sendo feita nova licitação

Na tarde desta terça-feira, representantes e praticantes do skate e de esportes radicais se reuniram com o prefeito e membros da administração para discutir a situação das obras da nova pista de skate, na Praça Celi. O encontro contou com a presença do secretário de Esportes, Pedro Almeida, do controlador-geral do município, João Kindle, do subsecretário de Urbanismo e Meio Ambiente, Gustavo Capanema, e da assessora da deputada estadual Lohanna França, Patrícia Campos. 

Durante o encontro, o prefeito e secretários explicaram os motivos que levaram à paralisação das obras na Praça Celi, iniciadas no começo deste ano. Segundo os gestores, a empresa responsável pela execução do projeto — vencedora da licitação realizada em 2024 — apresentou erros técnicos e atraso no cronograma, o que fez com que a administração a notificasse formalmente várias vezes. E depois de acumular notificações, a construtora desistiu da obra, o que determinou que a prefeitura abrisse novo processo licitatório. 

O prefeito garantiu que a administração vai publicar uma nova licitação, “o mais breve possível”, para contratar uma empresa com experiência comprovada na construção de pistas de skate e equipamentos para esportes radicais. 

“Nosso objetivo é entregar uma pista bem planejada, segura e de qualidade, construída por quem realmente entende desse tipo de projeto. Os praticantes merecem um espaço à altura da importância do skate e dos esportes radicais em Itaúna”, destacou o prefeito. 

Durante o encontro, os skatistas reforçaram as principais reivindicações: a retomada imediata das obras, a garantia de que o novo contrato inclua critérios técnicos específicos e o respeito ao projeto original — desenvolvido por quem vive o skate. 

Críticas e desabafo nas redes

No início da semana, um grupo de skatistas da cidade já havia publicado uma nota nas redes sociais, lamentando o impasse e criticando a condução das obras da pista de skate. Segundo o texto, o projeto foi elaborado pelos próprios praticantes — Yale Abreu, Fernando Diego e Walmir Dias, este último arquiteto — e doado à Prefeitura. 

“Pedimos que apenas empresas especializadas pudessem concorrer, avisamos dos riscos, mesmo assim entregaram a obra a uma empresa despreparada”, afirmaram os skatistas. “O resultado? Obra parada e sem previsão.” 

O grupo também criticou o estado atual da Praça Celi, que, segundo eles, “virou símbolo do abandono”. “Todos culpavam os jovens pelo estado do local, mas a responsabilidade é da prefeitura. A quadra está destruída, a pista nunca sai do papel, faltam lixeiras, segurança e cuidado. Itaúna ignora quem não faz parte do círculo fechado de luxo, mansões e carros importados. Para nós, sobram espaços quebrados e abandonados”, diz o comunicado. 

Os skatistas ainda relataram que o último espaço utilizado para a prática do esporte — a quadra da Escola Gilka — está sem iluminação e com o acesso restrito. “Estamos sem lugar para andar de skate! Exigimos transparência total nos processos, a retomada da obra com empresa especializada e um local iluminado para treinar enquanto a pista não é concluída. A pista é nossa por direito, e não iremos admitir mais erros. Nossa paciência acabou”, finalizou a nota.