Hoje tem mobilização para reforçar ações de combate ao Aedes aegypti 

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A Prefeitura realiza, neste sábado (29), uma grande mobilização na Praça da Matriz para intensificar o enfrentamento ao mosquito Aedes aegypti. Das 9h às 12h, equipes de saúde estarão no local orientando a população, distribuindo materiais informativos e reforçando cuidados simples que evitam a proliferação do inseto, responsável pela transmissão de dengue, zika e chikungunya. 

Embora o município não registre casos confirmados recentemente, a administração alerta que a prevenção não pode ser interrompida e a participação popular é essencial para ampliar a efetividade do trabalho de eliminação de focos do mosquito transmissor. 

A mobilização contará com o apoio do SAAE e da COOPERT e integra o programa “Minas Unida contra o Aedes”, coordenado pela Secretaria de Estado de Saúde, que busca engajar cidades e moradores em atividades de vigilância, limpeza e informação. 

Em Itaúna, levantamentos mostram que oito a cada dez focos do mosquito estão dentro das residências. Por isso, o poder público reforça que atitudes diárias — como esvaziar recipientes, limpar calhas e tampar caixas d’água — continuam sendo a forma mais eficiente de evitar surtos. 

Vacina 100% brasileira contra dengue deve integrar o calendário do SUS 

O Brasil se prepara para iniciar uma nova fase no combate à dengue com a chegada da primeira vacina produzida integralmente em território nacional. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária divulgou parecer favorável ao imunizante desenvolvido pelo Instituto Butantan, abrindo caminho para que o Ministério da Saúde o inclua no calendário oficial do Sistema Único de Saúde. 

O novo imunizante, elaborado com tecnologia de vírus vivo atenuado — método já consagrado no país — será aplicado em dose única, característica que representa um avanço em relação às vacinas disponíveis atualmente, que exigem duas aplicações. Nos estudos clínicos, a proteção global alcançou 74,4% de eficácia para pessoas entre 12 e 59 anos, faixa etária aprovada pela Anvisa. O Butantan já trabalha para ampliar o perfil de uso e disponibilizá-lo a mais faixas etárias a partir de 2026. 

A produção nacional foi possibilitada por uma parceria entre o Ministério da Saúde e a empresa chinesa WuXi Vaccines, que permitiu a transferência de tecnologia e o desenvolvimento conjunto do projeto. A vacina protege contra os quatro sorotipos do vírus da dengue, característica essencial para reduzir surtos e reinfecções. 

Enquanto o novo imunizante não chega, o país continua utilizando a vacina importada, aplicada prioritariamente em crianças e adolescentes de 10 a 14 anos. Mais de 7,4 milhões de doses já foram administradas, segundo o Ministério da Saúde, que garantiu mais 9 milhões de unidades para 2026 e outras 9 milhões para 2027.